O empresário sueco Olof Gustafsson, ex-chefe da Escobar, declarou-se culpado de seis acusações de fraude postal e eletrônica e lavagem de dinheiro. De acordo com documentos judiciais, ele arrecadou ilegalmente mais de US$ 307.000 de clientes vendendo produtos inexistentes com a marca do traficante e terrorista colombiano Pablo Escobar.
Fonte da imagem: Escobar Inc.
Desde dezembro de 2019, Gustafsson, usando o famoso nome de Escobar, morto em 1993, vende um smartphone dobrável chamado Escobar Fold 2 por US$ 399, alegando que o dispositivo possui tecnologia de ponta. Na realidade, como noticiou a PCMag, tratava-se de um Samsung Galaxy Fold reembalado, que custa cerca de US$ 2.000, mas com revestimento dourado. Nenhum dos clientes jamais recebeu o dispositivo; em vez disso, alguns receberam um livro sobre o irmão de Pablo Escobar, Roberto Escobar, que supostamente descrevia seu plano de dominar a indústria de smartphones.
De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, Gustafsson enviou mockups feitos às pressas dos produtos de sua empresa para comentaristas de tecnologia e influenciadores de mídia social para criar a aparência de popularidade e impulsionar a demanda. Ele também lançou outros produtos fictícios — o isqueiro Escobar Flamethrower, o smartphone Escobar Gold 11 Pro e a criptomoeda física Escobar Cash. Todos esses itens nunca existiram e faziam parte de um esquema para fraudar consumidores.
Gustafsson foi preso na Espanha em dezembro de 2023. Após ser extraditado para os Estados Unidos, ele foi julgado e agora corre o risco de pegar até 20 anos de prisão.
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