As sanções dos EUA afetam a Huawei Technologies há vários anos, mas desde maio perdeu a oportunidade de encomendar processadores HiSilicon da TSMC e, portanto, sua posição no segmento de smartphones será abalada em breve. Mas o segundo trimestre foi um sucesso incondicional para a gigante chinesa – a Huawei vendeu mais smartphones do que seu concorrente mais próximo, a Samsung.

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A situação é melhor ilustrada pelo ditado “não haveria felicidade, mas o infortúnio ajudou”. Em primeiro lugar, a economia chinesa foi a primeira a começar a se recuperar da nova pandemia de coronavírus, que permitiu à Huawei vender mais de 70% dos smartphones vendidos no segundo trimestre no mercado da RPC. A rival Samsung vendeu 53,7 milhões de smartphones no segundo trimestre, uma redução de 30% em relação ao ano anterior. A Huawei ficou melhor nesse cenário, pois as vendas de smartphones caíram apenas 5% e seu valor absoluto atingiu 55,8 milhões de unidades. Pela primeira vez na história da Huawei, a empresa se tornou o maior fornecedor de smartphones do mundo, segundo Canalys.

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Em segundo lugar, o foco da Huawei no mercado doméstico chinês foi delineado no ano passado, quando a primeira onda de sanções dos EUA causou um entusiasmo patriótico entre os consumidores chineses, e eles literalmente “votaram com o yuan” para o fabricante nacional ao escolher smartphones. No segundo trimestre, a Huawei aumentou suas vendas de smartphones na China em 8%, embora nos mercados externos diminuam 27%. A Samsung, nesse sentido, não poderia aumentar às custas da China, uma vez que a participação da empresa no mercado local de smartphones não excede 1%, e o coronavírus em fúria fora da RPC limitou notavelmente as vendas de dispositivos móveis.

Analistas alertam que o sucesso da Huawei não deve ser de longo prazo. Primeiro, mais cedo ou mais tarde, a economia começará a se recuperar das conseqüências da pandemia fora da China, eliminando o avanço existente. Segundo, as sanções dos EUA afetarão inevitavelmente os negócios da Huawei nos próximos trimestres. A liderança da empresa chinesa foi sustentada por seus próprios processadores, agora a Huawei será forçada a confiar em componentes de terceiros, e a concorrência no segmento de smartphones se intensificará, privando-a dessa vantagem.

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