No quarto trimestre de 2025, a Apple alcançou uma participação historicamente alta nas vendas de smartphones no mercado americano – 69%, com o próprio mercado crescendo 1% em relação ao ano anterior, segundo analistas da Counterpoint.
A Apple obteve resultados recordes, aumentando sua participação para 69% no quarto trimestre de 2025, ante 65% no ano anterior. A fabricante do iPhone alcançou esse sucesso às custas da queda nas vendas da Samsung – a participação da gigante coreana caiu de 18% para 13% no mesmo período. O crescimento das vendas da Apple foi impulsionado pelos seus mais recentes iPhones, o 16e e o 17, que competiram nos segmentos intermediário e premium. A empresa garantiu o apoio de marketing da AT&T, T-Mobile e Verizon, com a AT&T representando 89% das vendas das três operadoras. O iPhone 17 Pro Max, o modelo topo de linha, provou ser o mais popular entre as operadoras.
O iPhone 16e da Apple manteve-se como o smartphone pré-pago mais popular, registrando vendas mensais recordes em dezembro. O segmento de preço intermediário (de US$ 300 a US$ 600) apresentou o maior crescimento anual, com um aumento de 27%. Isso permitiu que a Apple e o Google mantivessem suas posições nesse segmento com o iPhone 16e e o Pixel 9a, enquanto a Samsung e a Motorola viram suas participações de mercado diminuírem devido ao aumento da concorrência. O segmento abaixo de US$ 300 apresentou uma queda de 7%, com a Motorola substituindo a Samsung com os bem-sucedidos Moto G Play 2026 e Moto G 5G 2026.
O segmento abaixo de US$ 300 merece atenção redobrada dos analistas em 2026, em vista da escassez global de memória, já que os custos de produção de smartphones devem aumentar em 15%. Isso terá um impacto significativo nos dispositivos de baixo custo, podendo agravar a situação em um mercado que já está em processo de consolidação. As margens no segmento de baixo custo já foram esgotadas e novos aumentos nos preços dos componentes serão repassados aos consumidores. Também será interessante observar se o crescimento no segmento de US$ 300 a US$ 600 continuará em 2026. Caso isso se confirme, indicaria uma tendência de consumidores “comprando” produtos mais baratos devido ao cenário macroeconômico desafiador nos EUA.
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