As autoridades indianas exigiram que as empresas americanas de TI Google, Meta Platforms (anteriormente Facebook) e Twitter intensifiquem sua luta contra a disseminação de conteúdo em suas plataformas de Internet, o que as autoridades do país chamaram de “notícias falsas”. Isso é relatado pela agência de notícias Reuters, citando suas próprias fontes informadas.
Fonte da imagem: Reuters
Funcionários do Ministério da Informação e Radiodifusão da Índia criticaram as empresas de TI e disseram que sua inação está forçando as autoridades locais a emitir ordens formais para derrubar notícias falsas. Por isso, o governo indiano foi criticado pela comunidade internacional, que acusou as autoridades de suprimir a liberdade de expressão no país. Autoridades manifestaram suas reivindicações aos representantes das empresas mencionadas durante uma reunião online que ocorreu esta semana.
A fonte observa que a tensa discussão indica outra desaceleração nas relações entre os gigantes americanos de TI e o governo indiano. Paralelamente, nota-se que os responsáveis não apresentaram ultimatos, salientando que as próprias empresas devem dar mais atenção à moderação dos conteúdos publicados nas suas plataformas.
Note-se que o Ministério da Informação e Radiodifusão da Índia tem usado repetidamente os chamados “poderes de emergência” para restringir o acesso a diversos conteúdos. Por exemplo, entre dezembro e janeiro, a agência emitiu ordens para bloquear 55 canais do YouTube, bem como algumas contas de mídia social do Facebook e Twitter. Essas ações foram explicadas pelo fato de os donos desses canais e contas estarem engajados na divulgação de conteúdo “fake news” e “anti-índio”. Representantes oficiais do regulador, bem como Google, Meta e Twitter se recusaram a comentar o assunto.
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