A IonQ, desenvolvedora de plataformas quânticas, anunciou a criação de uma interconexão fotônica projetada para conectar computadores quânticos em um único cluster de computação. A empresa afirma que essa é uma conquista técnica fundamental que, em última análise, possibilitará a escalabilidade de sistemas quânticos.
Durante uma demonstração, a IonQ estabeleceu uma conexão entre dois computadores quânticos remotos baseados em íons aprisionados. Esses sistemas utilizam íons confinados no vácuo por campos eletromagnéticos como qubits. A empresa afirma que esses sistemas são caracterizados por alta estabilidade e precisão operacional.

Fonte da imagem: IonQ
Ao fundir dois sistemas quânticos, a IonQ demonstrou pela primeira vez a capacidade de gerar, transmitir e detectar fótons, o que possibilita o emaranhamento quântico. Esse processo mantém a coerência necessária para operações quânticas complexas. Essa solução abre caminho para a criação de clusters de computação quântica de alta potência, capazes de realizar tarefas complexas.
“A escalabilidade da computação quântica além das capacidades de um único chip é crucial para a concretização da futura internet quântica. Esta demonstração comprova que nossa plataforma de íons aprisionados é adequada para a construção de sistemas projetados para solucionar os problemas mais complexos do mundo”, afirma Niccolo de Masi, CEO da IonQ.
Outras empresas também estão desenvolvendo tecnologias para a fusão de computadores quânticos. Em particular, a startup CavilinQ visa criar canais de comunicação fotônica com amplificação baseada em ressonadores, o que permitirá que processadores quânticos individuais trabalhem juntos em clusters. A CavilinQ captou US$ 8,8 milhões em financiamento inicial para implementar o projeto.
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