Um processo movido por Kaley, de 20 anos, está em andamento em Los Angeles, acusando os desenvolvedores de mídias sociais de usarem, conscientemente, recursos que podem causar dependência entre adolescentes. O ex-executivo da Meta✴, Brian Boland, ao depor no tribunal, basicamente confirmou que a empresa está mais preocupada com o crescimento da audiência do que com a saúde mental de seus usuários.
Fonte da imagem: Wesley Tingey/unsplash.com
Este processo judicial é um exemplo entre 1.600 ações semelhantes movidas por famílias e distritos escolares. Em sua ação, Kaylee afirmou que começou a usar as redes sociais ainda jovem: YouTube aos 6 anos e Instagram✴ aos 9. Ela também usava o TikTok e o Snapchat com frequência. Ela alega que, após se tornar viciada nessas plataformas, seus problemas com a imagem corporal, depressão e pensamentos suicidas pioraram. Kaylee afirmou que recursos como filtros de beleza, rolagem infinita e reprodução automática equivaliam a um “cassino digital” e que as evidências dos danos causados por esses recursos eram ocultadas do público. O processo foi aberto no Tribunal Superior de Los Angeles contra a Meta✴, o YouTube, o TikTok e o Snapchat, mas os dois últimos fizeram um acordo extrajudicial.
Um dia antes do julgamento de Boland, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, testemunhou sobre a responsabilidade da Meta e do YouTube pelos supostos danos à saúde mental de Kaylee. Ele descreveu a missão da Meta como sendo o equilíbrio entre segurança e liberdade de expressão, e não o lucro. Boland, por sua vez, afirmou que Zuckerberg priorizou o crescimento da audiência e os lucros em detrimento do bem-estar do usuário desde o início.
Segundo Boland, que trabalhou no desenvolvimento de tecnologia de publicidade antes de deixar o Facebook em 2020, durante seus 11 anos na empresa, ele passou de uma “fé profunda e cega” na empresa para “uma firme convicção de que competição, poder e crescimento eram o que mais importava para Mark Zuckerberg”. Ele observou que os algoritmos desenvolvidos pela Meta visam principalmente o engajamento do usuário.“Não existe um algoritmo moral, ele não existe”, observou Boland.
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