A rede social X pretende se tornar não apenas uma plataforma de comunicação, mas um centro digital completo para transações financeiras. A CEO da empresa, Linda Yaccarino, afirmou que em breve os usuários poderão investir e negociar ativos diretamente pelo aplicativo.
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Segundo ela, os membros da rede social em breve poderão gerenciar suas finanças pessoais — desde o pagamento de compras do dia a dia até transações financeiras complexas. Tais recursos, segundo a diretoria, devem ajudar o X a competir com o aplicativo chinês WeChat, que há muito tempo é o padrão para plataformas multifuncionais. Os planos também incluem o lançamento da carteira digital X Money, criada com a participação da Visa, bem como a possível introdução de um cartão de débito ou crédito ainda este ano, segundo o Financial Times.
No entanto, a transição para um novo patamar de desenvolvimento está associada a sérios desafios. A entrada no mercado de serviços financeiros exigirá o cumprimento de rigorosos requisitos regulatórios, incluindo licenciamento e combate à lavagem de dinheiro. É importante ressaltar que a empresa ainda está se recuperando da perda de uma parcela significativa de anunciantes ocorrida após a compra do Twitter por Elon Musk. Muitas marcas estavam receosas de que seus anúncios aparecessem ao lado de conteúdo impróprio devido à política de moderação mais branda.
Yaccarino observou que 96% dos anunciantes do Twitter, antes da aquisição, retornaram à plataforma e prometeu que os níveis de receita de 2022 seriam alcançados em breve. No entanto, algumas agências de publicidade entrevistadas pelo Financial Times no Cannes Lions disseram que ainda estavam cautelosas e céticas quanto à capacidade da X de lidar rapidamente com conteúdo tóxico e restaurar a confiança das marcas. Elas também citaram casos de pressão sobre os anunciantes, com alguns até mesmo “sentindo indícios” de que estavam sendo forçados a anunciar sob ameaça de litígio. Uma das fontes não identificadas observou que os laços de Musk com Donald Trump só aumentaram as tensões entre potenciais parceiros.
Além dos serviços financeiros, a empresa está desenvolvendo ativamente tecnologias de IA. Após o acordo com a xAI, startup de Musk, avaliada em US$ 45 bilhões, a X recebeu recursos adicionais para aprimorar a segmentação de anúncios e trabalhar com conteúdo em alta. Como Yakkarino observou, a equipe agora tem o dobro de engenheiros, o que deve ter um impacto positivo no desenvolvimento da plataforma. Além disso, de acordo com a empresa de análise Emarketer, a receita da X neste ano deve aumentar para US$ 2,3 bilhões, em comparação com US$ 1,9 bilhão no ano passado. No entanto, vale considerar que em 2022, antes da chegada de Musk, esse valor era de US$ 4,1 bilhões.
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