Cientistas da Universidade Sapienza de Roma (Sapienza — Università di Roma) desenvolveram a tecnologia WhoFi, que permite a identificação inicial e repetida de uma pessoa com base nas características de como seu corpo distorce o sinal Wi-Fi.
Fonte da imagem: Dreamlike Street / unsplash.com
Em 2020, a Wi-Fi Alliance aprovou o padrão IEEE 802.11bf para a tecnologia Wi-Fi Sensing, indicando que o Wi-Fi é mais do que apenas um mecanismo de transferência de dados: redes sem fio podem ser usadas para detecção de movimento e até mesmo identificação biométrica. A reidentificação é um problema bem conhecido em vigilância por vídeo, enfatizam os cientistas italianos: nem sempre é possível afirmar com certeza que um objeto capturado em vídeo é a mesma pessoa que foi gravada em outro momento e em outro lugar. Ao mesmo tempo, a reidentificação não revela necessariamente a identidade – é apenas uma declaração de que o mesmo objeto observado apareceu em condições diferentes. Em sistemas de vigilância por vídeo, para tal tarefa, como regra, peças de roupa ou outras características distintivas são comparadas, mas isso nem sempre é possível.
O Wi-Fi, observam os pesquisadores, tem uma série de vantagens sobre as câmeras de vídeo: o sinal de rádio não depende do nível de iluminação, pode atravessar paredes e obstáculos e também oferece um nível maior de privacidade do que uma imagem visual. “A questão é que, à medida que o sinal Wi-Fi se propaga no espaço, sua forma de onda muda dependendo da presença e das características físicas de objetos e pessoas em seu caminho. Essas mudanças, registradas na forma de Informações do Estado do Canal (CSI), contêm dados biométricos extensos”, diz o estudo. No contexto de dispositivos habilitados para Wi-Fi, o termo CSI se refere a um conjunto de dados sobre a amplitude e a fase das ondas eletromagnéticas. Ao interagir com o corpo humano, o sinal é distorcido – as distorções são exclusivas de uma pessoa em particular. O processamento posterior desses dados usando uma rede neural profunda permite obter uma assinatura individual.
A tecnologia WhoFi dos pesquisadores italianos, afirmam eles, demonstrou até 95,5% de precisão na correspondência de objetos no conjunto de dados NTU-Fi disponível publicamente quando uma rede neural profunda com arquitetura de transformador foi utilizada para processar sinais de Wi-Fi. “Esses resultados encorajadores confirmam a viabilidade dos sinais de Wi-Fi como um método biométrico confiável e que preserva a privacidade, e indicam que este estudo representa um avanço significativo no desenvolvimento de sistemas de reidentificação por rádio”, concluem os autores.
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