Amazon produzirá milhões de antenas de internet via satélite Projeto Kuiper

A Amazon revelou detalhes de seu programa de satélite Projeto Kuiper, que visa competir com o projeto Starlink da SpaceX, que domina o mercado de serviços de internet. A empresa disse que concluiu a fase de design e estava prestes a iniciar a produção em larga escala de antenas personalizadas.

Fonte da imagem: Amazon

Para garantir a confiabilidade do equipamento, o Projeto Kuiper é testado em diversas condições climáticas, incluindo frio extremo. Além disso, como relata a PCMag, a construção ativa de infraestrutura terrestre está em andamento. Melissa Wuerl, gerente sênior de lançamentos de satélites, observou que a empresa já instalou muitas estações, inclusive na Austrália e na Alemanha, e está conectando novas todo mês.

O projeto também inclui o desenvolvimento de antenas para uso a bordo de aeronaves de passageiros, e a Airbus é parceira na integração de internet via satélite na aviação. Curiosamente, a Starlink está tomando medidas semelhantes ao fazer parcerias com companhias aéreas como a United.

A Amazon está preparando três modelos de dispositivos receptores. O modelo padrão poderá fornecer velocidades de até 400 Mbps, a antena portátil compacta – até 100 Mbps, e a versão corporativa transmitirá dados em velocidades de até 1 Gbps. Os preços dos equipamentos ainda não foram divulgados.

No entanto, o lançamento de satélites continua sendo um grande desafio para a Amazon. A empresa diz ter mais de 80 contratos de lançamento em vigor, mas muitos deles dependem de novos foguetes, incluindo o New Glenn da Blue Origin, que ainda está em testes. Por isso, as datas de lançamento estão sendo constantemente adiadas. No entanto, a Amazon planeja lançar seus primeiros 27 satélites Kuiper amanhã, com decolagem marcada para as 19h. ET (03:00 GMT).

Também é observado que, de acordo com as exigências da Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC), a Amazon é obrigada a lançar metade dos 3.200 satélites planejados em órbita até julho de 2026. Caso contrário, a empresa corre o risco de perder sua licença para operar o sistema, embora de acordo com os regulamentos ela possa solicitar uma extensão do prazo.

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