A China tomará medidas retaliatórias contra a União Europeia caso esta apoie uma proposta para proibir o uso de equipamentos da Huawei Technologies em todos os seus Estados-membros, segundo reportagem da Bloomberg.
A delegação chinesa junto à UE exigiu que a Comissão Europeia remova da proposta da vice-presidente executiva da Comissão Europeia, Henna Virkkunen, a linguagem que descreve os equipamentos chineses como uma ameaça à segurança cibernética e as empresas chinesas como fornecedoras de “alto risco”.
Virkkunen busca maneiras de forçar os países da UE a eliminar gradualmente o uso de equipamentos da Huawei e de sua compatriota ZTE em suas infraestruturas de telecomunicações. Em janeiro, ela propôs a introdução de medidas obrigatórias de segurança de rede sob a Lei de Segurança Cibernética.
“Se a UE continuar a insistir nesta proposta, a China será forçada a tomar medidas retaliatórias contra a UE e as empresas europeias”, afirmou a delegação chinesa em um comunicado durante uma reunião em Bruxelas na quarta-feira.
Caso a UE utilize esta lei para forçar as empresas europeias a eliminar gradualmente o uso de equipamentos chineses, a China poderá “conduzir investigações apropriadas contra a UE e as empresas europeias e tomar contramedidas”.
Diversos países europeus, assim como o Reino Unido, tomaram medidas para proibir o uso de equipamentos da Huawei em segmentos críticos de suas redes de telecomunicações, declarando que os laços da empresa com a China “representam um risco à segurança”. Em 2020, a Comissão Europeia publicou diretrizes voluntárias sobre o uso de tecnologias 5G, incluindoOs países foram solicitados a restringir o uso de equipamentos de “fornecedores de alto risco”.
Críticos dessas medidas argumentam que as proibições prejudicam as empresas de telecomunicações, restringindo o fornecimento de componentes críticos de rede e forçando-as a recorrer a fornecedores mais caros ou menos avançados. Além da Huawei, outros fornecedores dominantes de equipamentos de telecomunicações na Europa incluem a Nokia Oyj e a Ericsson.
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