Um grupo internacional de demandantes entrou com uma ação judicial no Tribunal Distrital dos EUA em São Francisco, acusando a Meta✴Platforms de fazer alegações falsas sobre a privacidade e a segurança das conversas em seu aplicativo de mensagens WhatsApp. Os demandantes alegam que a desenvolvedora armazena e analisa todas as mensagens supostamente “privadas” dos usuários da plataforma.
Fonte da imagem: Wesley Tingey/unsplash.com
A Meta✴ tornou a criptografia de ponta a ponta um recurso fundamental do seu aplicativo de mensagens WhatsApp. Esse recurso garante que as mensagens enviadas em chats sejam acessíveis apenas ao remetente e ao destinatário, e não ao proprietário do aplicativo. A empresa afirmou repetidamente que a criptografia de ponta a ponta está ativada por padrão, garantindo que “as mensagens só possam ser lidas, ouvidas e encaminhadas pelos participantes do chat”.
Um novo processo contra a Meta✴ alega que as declarações da empresa sobre privacidade são falsas. O processo afirma que a Meta✴ e o WhatsApp “armazenaram, analisam e têm acesso a todas as mensagens supostamente ‘privadas’ dos usuários do WhatsApp”. Isso acusa ambas as empresas e seus administradores de fraudar bilhões de usuários do WhatsApp em todo o mundo.
Um representante da Meta✴, que adquiriu o WhatsApp em 2014, classificou o processo como “infundado” e afirmou que a empresa pretende “buscar sanções contra os advogados dos autores da ação”. “Qualquer afirmação de que as mensagens das pessoas no WhatsApp não são criptografadas é categoricamente falsa e absurda”, disse Andy Stone, porta-voz da Meta✴, em um e-mail. Ele acrescentou que o serviço utiliza criptografia de ponta a ponta há dez anos e que o novo processo, em sua opinião, é uma “invenção sem fundamento”.
Entre os coautores deste processo estão usuários do WhatsApp da Austrália, Brasil, Índia, México e África do Sul. Eles alegam que a Meta✴ armazena o conteúdo das mensagens dos usuários e que funcionários da empresa podem acessá-las. O processo cita indivíduos que ajudaram a divulgar essa informação.A informação, embora não especifique quem exatamente está envolvido, ainda está em discussão. Nesta fase, os advogados dos demandantes pedem ao tribunal que aprove a ação coletiva.
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