O agravamento das contradições entre a RPC e os EUA, provocado pela recente visita a Taiwan da presidente do parlamento norte-americano, Nancy Pelosi, tem afetado as atividades daquelas empresas que atuam no segmento de produção de componentes semicondutores. Após nove anos no conselho de administração da SMIC, o ex-presidente da Arm, Tudor Brown, foi forçado a renunciar.

Fonte da imagem: Ceres Power Holdings

Esse passo do veterano do setor, que até maio de 2012 era presidente da desenvolvedora britânica de arquiteturas de processadores Arm, foi noticiado pela Bloomberg, citando seus comentários pessoais nas páginas da rede social LinkedIn. Tudor Brown admitiu que se arrepende de deixar o conselho da fabricante chinesa de chips SMIC, onde trabalhou nos nove anos anteriores. Ele atuou como presidente da Arm de 1990 a 2012, mas a deixou antes que a desenvolvedora britânica fosse comprada pela corporação japonesa SoftBank.

Segundo Tudor Brown, a polêmica internacional só se intensificou recentemente, o que o obrigou a deixar o conselho de administração da empresa chinesa SMIC. Recentemente soube-se que as regras de controle de exportação dos EUA foram apertadas, e agora a chinesa SMIC não poderá receber de nenhum fornecedor equipamentos litográficos que utilizem tecnologias de origem americana adequadas para a produção de chips em 14 nm e padrões mais grossos, embora anteriormente a fronteira passou nos padrões de 10 nm. De acordo com especialistas independentes, isso não impediu que a SMIC começasse no verão passado a fornecer componentes que, em termos de suas características, se aproximam dos produtos de 7 nm da TSMC taiwanesa.

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