A Nikon lutará contra a dependência da Intel atraindo clientes chineses

Segundo analistas do setor, a japonesa Nikon recebia de 70 a 80% da receita do segmento de equipamentos de litografia da Intel, mas as mudanças estruturais no mercado a transformaram de maior fornecedora em dona de uma participação de no máximo 7%. A Nikon tentará melhorar sua posição procurando novos clientes na China.

Fonte da imagem: Nikon

A Intel e a Nikon têm uma parceria de longo prazo, de acordo com o Nikkei Asian Review. Ainda no início deste século, quando as empresas japonesas reduziram a produção de componentes semicondutores no país, a Nikon tentou se reorientar para as necessidades da Intel. Em 2002, quando o fornecedor japonês passou por dificuldades financeiras, a Intel comprou de volta 6,33 milhões em títulos corporativos para apoiar o fabricante de hardware.

As remessas de equipamentos litográficos da Nikon estão diminuindo. No período de abril a setembro deste ano, a empresa conseguiu embarcar apenas nove equipamentos, o que é metade do resultado do mesmo período do ano passado. Os representantes da Nikon anunciaram no início de novembro o impacto sobre essa dinâmica de pedidos de um grande cliente, que implicitamente se refere à Intel.

Aparentemente, o problema não está tanto no desejo da Intel de confiar parte dos pedidos para a produção de seus próprios produtos a contratantes terceirizados, como a TSMC, quanto na falta de intenções da Nikon em dominar a produção de equipamentos capazes de trabalhar com litografia ultravioleta ultravioleta (EUV). Ao mesmo tempo, a administração da empresa decidiu que o lançamento de tal equipamento era economicamente inconveniente, e a Intel, na fase de modernização da produção, requer principalmente scanners EUV, uma vez que a gigante do processador pretende introduzir a tecnologia de litografia apropriada em sua própria tecnologia de processo de 7 nm.

Nesta situação, os interesses dos fabricantes chineses de componentes semicondutores e da Nikon podem se sobrepor, uma vez que a primeira necessita, se não o mais avançado, mas ainda relevante de equipamentos litográficos, e a segunda precisa de novos clientes. O principal é que o fator político não interfere no processo de negociação, uma vez que os Estados Unidos sob o presidente Trump tentaram restringir ativamente o acesso da RPC às tecnologias litográficas de origem americana.

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