Agora a produção de componentes eletrônicos está concentrada em regiões que não são as mais prósperas em termos de fatores de força maior. A China está sob pressão política dos EUA, Taiwan e Japão são atormentados por terremotos e a Coreia do Sul tem um vizinho militante ao norte. A Índia nesta situação pode se tornar um local de produção desprovido de tais riscos.
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Tais considerações foram compartilhadas em uma conferência do setor na Malásia pelo chefe da Tata Technologies, Raja Manickam, uma empresa envolvida em testes e empacotamento de componentes semicondutores. Primeiro, ele considera a localização geográfica favorável da Índia, que tem acesso a rotas marítimas para o transporte de mercadorias. Em segundo lugar, os desastres naturais neste país não são tão devastadores para as empresas como em outras áreas do Sudeste Asiático. Em terceiro lugar, o país tem um bom potencial de recursos humanos e sua população relativamente jovem é capaz de atender a uma demanda de consumo impressionante em termos de volume.
As autoridades indianas já destinaram US$ 10 bilhões para financiar o desenvolvimento da indústria eletrônica no país somente neste ano. Muitos grandes desenvolvedores de semicondutores já possuem centros de pesquisa na Índia. É lógico, de acordo com o chefe da Tata Technologies, que as empresas de manufatura apareçam ao seu redor.
O DBS Bank prevê que todo o setor de semicondutores da Índia crescerá em média 18,8% ao ano para atingir uma capacidade de US$ 64 bilhões até 2026. O país atrairá cada vez mais investimentos à medida que muitos fabricantes olham para o “China mais um”, implicando o transferência de parte das empresas da China para países vizinhos.
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