Pouco depois de assinar um acordo de cooperação com a Intel, Elon Musk, chefe da SpaceX e da Tesla, anunciou que a futura joint venture, Terafab, usaria a promissora tecnologia 14A da Intel para produzir chips. Como apurou o The New York Times, não apenas a SpaceX, mas também a Apple terão a oportunidade de testar esse processo neste outono (do hemisfério norte).
Fonte da imagem: ASML
A publicação observa que, dos acordos de fabricação de chips sob contrato confirmados publicamente pela Intel, os únicos mais ou menos conhecidos são sua colaboração com a Nvidia, que também investiu US$ 5 bilhões na fabricante americana de chips, bem como as parcerias com a SpaceX e a Tesla. Os detalhes dos acordos da Intel com o Google e a Apple, respectivamente, permanecem obscuros, mas o The New York Times relata que, no início do próximo ano, a Intel começará a produzir alguns dos processadores móveis usados nos laptops da Apple e, posteriormente, começará a produzir processadores da Apple para smartphones.
De acordo com a fonte, as perspectivas de cooperação da Intel com a SpaceX e a Apple dependerão em grande parte da capacidade da primeira de oferecer a elas a produção de chips usando a tecnologia 14A. Esses clientes devem ser capazes de testar o processo já neste outono (do hemisfério norte) para decidir se continuarão sua colaboração nessa área. O The New York Times também observa que o Secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, influenciou diretamente a reaproximação entre Intel, Nvidia, SpaceX e Apple em relação ao estabelecimento da fabricação avançada de chips nos EUA.
Embora a Intel tenha registrado um prejuízo operacional de US$ 3,7 bilhões no primeiro trimestre deste ano, dos quais US$ 2,5 bilhões foram atribuídos à sua divisão de contratos, as perdas da empresa devem começar a diminuir no próximo ano, à medida que os custos de construção de grandes instalações de produção no Arizona e no Novo México caírem com a proximidade da conclusão dos projetos.Segundo as previsões da Bernstein Research, a Intel encerrará o próximo ano com um lucro de US$ 4,7 bilhões.Ao falar com seu círculo empresarial, o CEO da Intel, Lip-Bu Tan, prefere mencionar um período de transformação de cinco anos que levará a Intel a sair da crise. A Intel está atualmente no início dessa jornada, e o sucesso futuro dependerá em grande parte da continuidade do boom da IA, que está impulsionando a demanda por chips e serviços de manufatura nos Estados Unidos.
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