\nO utilitário HWMonitor versão 1.65 devolveu aos proprietários de placas de vídeo GeForce RTX 50 a capacidade de monitorar a temperatura do Hotspot – o ponto mais quente da GPU. Vale ressaltar que a Nvidia nunca removeu o sensor correspondente da GPU Blackwell: como se viu recentemente, a empresa apenas bloqueou o acesso às suas leituras para aplicativos de terceiros.\n\n

\n\nFonte da imagem: pcgamer.com\n\nO fato das placas de vídeo GeForce RTX 50 terem perdido a classificação de Hotspot tornou-se conhecido imediatamente após seu lançamento. Enquanto nos modelos das gerações anteriores essa temperatura podia ser exibida pelo GPU-Z, HWInfo, MSI Afterburner e outros programas de monitoramento, com a Blackwell apenas a temperatura média da GPU e a temperatura da memória estavam disponíveis aos usuários. Muitos presumiram então que a Nvidia havia abandonado um sensor Hotspot separado.\n\nNa semana passada descobriu-se que esse não era o caso. O especialista brasileiro em reparos de placas de vídeo Paulo Gomes obteve acesso ao pacote de diagnóstico interno MODS (Modular Diagnostic Software) da Nvidia, que a empresa utiliza para testar e fazer manutenção em placas de vídeo. Com sua ajuda, conseguimos ler leituras ocultas do sensor Hotspot e confirmar que ele continua funcionando, e o acesso a ele é limitado apenas no nível do driver.\n\n

\n\nFonte da imagem: Videocardz.com\n\nO motivo da investigação foi a placa de vídeo Gigabyte GeForce RTX 5070 Ti, que apresentava comportamento incomum. No Windows, a temperatura da GPU não ultrapassava 68°C, mas as ventoinhas funcionavam em altas velocidades e o desempenho diminuía periodicamente. Diagnósticos via MODS mostraram que a temperatura do Hotspot chega a 107 °C – é nesse valor que a GPU começa a reduzir frequências para se proteger contra superaquecimento. Após a retirada do sistema de refrigeração, descobriu-se que o problema era causado pelo mau contato do radiador com o cristal e pela distribuição irregular da pasta térmica. A substituição da interface térmica reduziu a temperatura do Hotspot para aproximadamente 100 °C e eliminou o afogamento.\n\nÉ para identificar tais falhas que o indicador Hotspot é considerado um dos parâmetros mais importantes no diagnóstico de placas de vídeo. A temperatura média da GPU pode permanecer normal, enquanto o superaquecimento local de áreas individuais do chip pode causar diminuição do desempenho, aumento do ruído do sistema de resfriamento e envelhecimento acelerado da interface térmica.\n\nApós a publicação desses dados, os desenvolvedores de programas de monitoramento populares rapidamente encontraram uma maneira de obter novamente leituras ocultas de sensores. O primeiro utilitário desse tipo foi o CPUID HWMonitor 1.65, que agora exibe a temperatura do hotspot das placas de vídeo GeForce RTX 50 junto com as temperaturas usuais da GPU e da memória. Os desenvolvedores do CapFrameX também anunciaram o surgimento iminente de suporte semelhante, e as versões beta do HWInfo já são capazes de trabalhar com o novo método de leitura de telemetria.\n\n

\n\nFonte da imagem: pcgamer.com\n\nAinda não há evidências de que o problema de superaquecimento do Hotspot seja generalizado. Pelo contrário, as primeiras verificações de placas de vídeo em funcionamento mostram resultados bastante esperados. Por exemplo, uma das GeForce RTX 5070 Ti testadas com uma temperatura de GPU de cerca de 62–63 °C apresentou uma temperatura de ponto de acesso na faixa de 75–85 °C, o que é considerado uma diferença normal para GPUs modernas.\n\nA empresa não explica por que a Nvidia decidiu ocultar esse indicador na geração Blackwell. No entanto, agora os proprietários de placas de vídeo GeForce RTX 50 contam novamente com uma ferramenta que permite identificar prontamente problemas no sistema de refrigeração que não podem ser detectados apenas pela temperatura média da GPU.\n