Em Xangai, a empresa chinesa DroidUp (Zhuoyide Robotics) apresentou o robô humanoide Moya, anunciando-o como o primeiro robô do mundo totalmente semelhante a um humano e com inteligência artificial. A plataforma replica não apenas a estrutura do corpo humano, mas também os músculos, as expressões faciais, os depósitos de gordura e até mesmo a temperatura do tecido vivo. Em outras palavras, o robô e seu comportamento são quase indistinguíveis de uma pessoa viva ao toque e à primeira vista.

Fonte da imagem: DroidUp
A estreia do robô ocorreu no final de janeiro de 2026. Na apresentação, Moya, uma jovem com aproximadamente 1,65 metros de altura e 32 kg, caminhou diante da plateia, sorrindo, acenando com a cabeça, mantendo contato visual durante interações face a face e demonstrando, de forma bastante realista, uma gama de emoções humanas. Tocar o corpo do robô criava a sensação de um corpo humano vivo. A empresa afirma que isso não é ficção científica — Moya estará à venda ainda este ano.
Moya foi projetada como uma plataforma modular com a capacidade de personalizar completamente sua aparência, incluindo gênero, características faciais e personalidade. Sua “pele” é feita de silicone ecológico que imita o tecido humano (pele, gordura e músculo), e um sistema de termorregulação integrado mantém a temperatura corporal entre 32 e 36 °C, tornando o toque quente e natural.
Moya foi projetada como uma plataforma modular com a capacidade de personalizar completamente sua aparência, incluindo gênero, características faciais e personalidade. Sua “pele” é feita de silicone ecológico que imita o tecido humano (pele, gordura e músculo), e um sistema de termorregulação integrado mantém a temperatura corporal entre 32 e 36 °C, tornando o toque quente e natural.
A cabeça do robô está equipada com 25 atuadores amplamente ajustáveis, permitindo simular expressões faciais sutis: ela pode reproduzir alegria, tristeza, raiva e felicidade, além de simular contrações musculares faciais sutis e subconscientes em tempo real, às quais as pessoas reagem inconscientemente.
Os movimentos de Moya são controlados pelo modelo proprietário da Zhuoyide, baseado em um chassi Walker 3 atualizado com “músculos” leves e em formato de colmeia para maior suavidade, resfriamento e durabilidade. Sua marcha corresponde à de um humano com até 92% de precisão, portanto, embora o robô se esforce bastante, nem todos os seus movimentos parecem totalmente naturais, como pode ser facilmente observado no vídeo.
Os movimentos do robô são controlados por navegação 3D de alta precisão e sensores de pressão distribuídos.O robô consegue reconhecer obstáculos e planejar rotas em ambientes complexos. Seu corpo possui 16 graus de liberdade nas articulações.
O principal objetivo da DroidUp neste projeto não era força ou produção, mas sim interação emocional e social: a visão computacional combinada com inteligência artificial permite que o robô “veja” seu interlocutor e responda com olhar, sorriso e expressões faciais, formando um vínculo emocional.
VÍDEO
O fundador da empresa, Li Qingdu, enfatizou: “Um robô que realmente serve às pessoas precisa ser afetuoso… quase como um ser vivo com quem se possa criar uma conexão.”
O robô Moya deverá custar aproximadamente US$ 173.000. Por esse preço, espera-se que os compradores recebam um cuidador prestativo ou um companheiro afetuoso para passar uma noite agradável junto à lareira.