Índia desafia China a se tornar nova base de fabricação para Apple, HP e Dell

A Índia planeja fortalecer o programa de incentivo financeiro para fabricantes de eletrônicos que fabricam produtos no país. Assim, o país quer atrair ainda mais marcas globais como Apple, Dell e HP, e se tornar uma alternativa à China como grande base fabril.

Fonte da imagem: hari_mangayil / pixabay.com

O Ministério da Ciência e Tecnologia da Índia apresentou um programa atualizado para discussão pelos principais gerentes das empresas, que prevê pagamentos de até 45 bilhões de rúpias (US$ 549 milhões) para cada empresa, informa a Bloomberg. Para fazer isso, é necessário investir 7 bilhões de rúpias (US$ 86,7 milhões) na Índia ao longo de cinco anos, além dos gastos feitos antes de março de 2021. O valor do pagamento do incentivo dependerá do volume de compras de componentes produzidos localmente e atingirá 6% do valor equivalente dos produtos acabados vendidos.

O programa está sujeito a alterações com base em consultas com representantes do setor: no ano passado, a liderança do país lançou um projeto com orçamento de 73,5 bilhões de rúpias (US$ 910,37 milhões) destinado a aumentar a produção local e expandir as exportações de bens tecnológicos, incluindo tablets, laptops e desktops. No entanto, o projeto não recebeu reconhecimento devido ao fato de o valor dos incentivos financeiros parecer insuficiente para os fabricantes.

A atratividade da China como parceiro de fabricação está enfraquecendo devido a fatores geopolíticos e duras medidas anti-pandemia. E há indícios de que as medidas do governo indiano já em vigor foram bem-sucedidas, de modo que novas injeções amplificarão o efeito. A produção do novo iPhone 14 na Índia começou apenas algumas semanas após o início da produção na China e, em um futuro próximo, a Apple pode expandir a produção do iPad aqui. Além dos incentivos financeiros diretos, a gigante americana de eletrônicos também pode ser atraída pelo mercado local: no último trimestre, a demanda por PCs e tablets na Índia aumentou 12%, segundo Canalys, embora tenha caído globalmente.

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