Altos executivos de empresas chinesas de semicondutores defenderam a coordenação de projetos nacionais entre 2026 e 2030 para o desenvolvimento de sistemas de litografia, aumentando assim a autossuficiência tecnológica do país.

Fonte da imagem: Maxence Pira / unsplash.com

Um artigo sobre este assunto foi publicado por Zhao Jinrong, Presidente do Grupo de Tecnologia Naura; Chen Nanxiang, Presidente e CEO da Yangtze Memory Technologies Corp; Liu Weiping, Presidente da Empyrean Technology; e representantes de importantes institutos da indústria de semicondutores do país. Eles apelaram ao governo para que reúna recursos nacionais a fim de integrar os avanços tecnológicos alcançados em diversas instituições. Desde 2020, a fabricação de semicondutores tornou-se um foco central do confronto tecnológico entre a China e os Estados Unidos, com Washington impondo restrições à exportação para impedir que Pequim domine as tecnologias de produção abaixo de 7 nm.

“Tomemos como exemplo as máquinas de litografia: o equipamento de litografia ultravioleta extrema (EUV) da ASML é composto por 100.000 componentes de 5.000 fornecedores, e a ASML atua meramente como montadora”, afirma o artigo. De fato, a empresa holandesa ASML continua sendo a única fornecedora mundial de máquinas de litografia EUV — esse equipamento é essencial para a produção dos chips de computador mais avançados usados ​​em smartphones, sistemas de inteligência artificial e outros sistemas de computação avançados. “Como criar uma ASML chinesa para que uma empresa ‘integrada’ possa superar a barreira da ‘riqueza e da fama’, e como distribuir fundos e recursos humanos de forma equitativa, é uma questão urgente para a qual os departamentos relevantes devem desenvolver planos de implementação imediatamente”, escreveram os especialistas chineses.

As instituições do país alcançaram avanços em áreas distintas relacionadas a lasers EUV, tecnologias de fabricação de wafers de silício e sistemas ópticos. Integrar esses componentes em um sistema unificado continua sendo uma tarefa complexa que deve ser abordada no âmbito do 15º Plano Quinquenal. O artigo identifica fragilidades em softwares de automação de projetos eletrônicos, ciência de materiais, produção de wafers de silício e gases de elétrons. Essas áreas são apontadas como cruciais e exigem coordenação nacional.

A fabricação chinesa de semicondutores, utilizando tecnologias de processo consolidadas de 28 nm e superiores, atualmente representa 33% do mercado global — o país possui um potencial significativo tanto em projeto quanto em fabricação nesse segmento, segundo o artigo. Especialistas defendem a criação de plataformas de acesso público com as capacidades mais avançadas para pesquisa, desenvolvimento e teste das mais recentes estruturas de dispositivos, equipamentos de fabricação, componentes, materiais e softwares de projeto.

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