A Intel, líder na fabricação de processadores há décadas, atravessa uma grave crise tecnológica e financeira, e suas fábricas estão causando bilhões em prejuízos. Analistas acreditam que a única maneira de salvar os negócios e recuperar a competitividade pode ser a cisão da empresa.
Fonte da imagem: Intel
Após décadas de sucesso com um modelo integrado no qual a Intel projetava e fabricava seus próprios chips em suas próprias fábricas, a situação mudou drasticamente há cerca de cinco anos, quando a TSMC e a Samsung Electronics assumiram a liderança na fabricação de semicondutores. As empresas operam como contratadas independentes, permitindo que outros projetistas de chips, incluindo AMD e Nvidia, acessem recursos de fabricação de ponta.
A Intel resolveu parcialmente o problema terceirizando parte de sua produção de chips para a TSMC, mas isso reduziu as margens de lucro. Nos últimos anos, as ações da Intel caíram quase 65%, enquanto as da AMD mais que dobraram, as da TSMC quase quadruplicaram e as da Nvidia aumentaram mais de 16 vezes.
O ex-CEO da Intel, Pat Gelsinger, tentou transformar a empresa em uma fabricante contratada de chips, mas não teve sucesso e deixou o cargo em dezembro de 2024. Então, após David Zinsner e Michelle Johnston Holthaus, que atuaram como CEOs interinos, Lip-Bu Tan assumiu a empresa em março de 2024. No entanto, ele ainda não apresentou uma estratégia clara, apenas declarando sua intenção de tornar o negócio mais centrado no cliente.
Crédito da imagem: Annabelle Chih/Bloomberg News
Especialistas acreditam que a separação das divisões de design (design de chips) e fabricação poderia resolver os principais problemas da Intel. Atualmente, a maioria dos clientes em potencial, como Nvidia e AMD, não coopera com a empresa devido a conflitos de interesse e à falta de maturidade da plataforma de fabricação da Intel. Além disso, a divisão de fabricação não atende aos requisitos do mercado de manufatura sob contrato: ao contrário da TSMC, a Intel não possui um sistema de atendimento ao cliente desenvolvido.
Segundo Gus Richard, analista da Northland Capital Markets e ex-executivo da Intel, a estrutura combinada não funciona mais de forma eficaz. A divisão será difícil: as fábricas da Intel historicamente se concentram exclusivamente na fabricação de produtos para suas próprias necessidades, e a reestruturação para atender a pedidos externos será extremamente difícil.
A Intel já começou a considerar uma cisão parcial, implementando um modelo interno para suas instalações de fabricação. Em setembro, também anunciou a criação de uma subsidiária, a Intel Foundry, com um conselho de administração separado, em um esforço para atrair investimentos externos para desenvolver sua produção. No entanto, o desempenho financeiro da divisão de fabricação, como observa o The Wall Street Journal, permanece fraco: o prejuízo operacional no primeiro trimestre foi de US$ 2,32 bilhões, após um prejuízo total de US$ 13,4 bilhões no ano passado.
Por enquanto, a Intel ainda tem uma reserva, com US$ 9 bilhões em caixa e US$ 100 bilhões em equipamentos de fabricação. Mas, sem mudanças radicais, analistas afirmam que a empresa corre o risco de ficar atrás da TSMC e da Samsung Electronics, mesmo com a administração planejando atingir o ponto de equilíbrio até 2027 e atrair clientes como Microsoft e Amazon Web Services. A questão agora não é se a Intel se separará, mas quando.
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