A guerra comercial ajudou a China a impulsionar as exportações de alta tecnologia e fechar a lacuna com os Estados Unidos

De acordo com um estudo do Laboratório de Crescimento da Universidade de Harvard, em 2019 a China aumentou sua exportação de produtos de alta tecnologia e estreitou um pouco mais a lacuna com os Estados Unidos. Vale ressaltar que este foi o ano do aprofundamento da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, desencadeada pelo presidente norte-americano Donald Trump. Em 2020, dizem analistas, a China estreitou ainda mais a distância com os Estados Unidos, mas ainda não há dados definitivos sobre o assunto.

Fonte da imagem: Xinhua

Ao final de 2019, a China ocupava a 16ª posição na lista de países com exportações de alta tecnologia. Os Estados Unidos ocupam a 11ª posição nessa lista, e o Japão é a líder pelo 19º ano consecutivo. A Índia, que nas últimas décadas se posicionou como rival da China em termos de crescimento econômico, ocupa a 43ª posição no ranking e mostra não crescimento, mas degradação.

Essa classificação, para ser mais precisa, leva em consideração tanto a complexidade do produto exportado quanto seu volume e variedade. Nenhuma taxa de proteção, nenhuma proibição ou outras medidas restritivas para trabalhar nos Estados Unidos ajudaram as empresas chinesas. A China redistribuiu suas exportações, em particular para a Europa, e só aumentou sua presença onde antes era menor, mas em geral aumentou.

Ir mais longe está começando a representar um desafio para a China, dizem os pesquisadores. Somente produtos e tecnologias inovadores podem ajudar a China a acompanhar o ritmo e progredir. “A China agora deve passar do know-how [emprestado] de todo o mundo para a inovação real, o que será um grande desafio”, disse Harvard. Por outro lado, as exportações da China “estão agora em um nível que quase preenche todas as áreas conhecidas da produção mundial”, e isso pode se tornar a base para um aumento ainda maior nos volumes de exportação. Mas, de modo geral, os especialistas americanos estão certos. A China criou uma base para um salto qualitativo e vê isso como uma ameaça real.

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