\nDe acordo com fontes online, a Apple conseguiu que o tribunal rejeitasse uma ação coletiva, cujos autores acusaram a empresa de não impedir o armazenamento e distribuição de materiais de abuso sexual infantil (CSAM) em seu armazenamento em nuvem iCloud. O processo neste caso durou cerca de dois anos.\n\n

\n\nFonte da imagem: 9to5mac.com\n\nAgora, o juiz federal Noel Wise, de San Jose, Califórnia, rejeitou a ação coletiva sem o direito de reapresentá-la. Ela ficou do lado da Apple, que insistiu que a empresa estava imune às ações judiciais, que alegam que a fabricante do iPhone não tomou medidas para impedir o armazenamento e distribuição de material CSAM.\n\nNo processo, duas vítimas, cujos nomes reais estavam escondidos atrás dos pseudônimos Amy e Jessica, alegaram que as imagens CSAM associadas a elas continuaram a ser distribuídas no iCloud. Eles também disseram que a Apple se recusou deliberadamente a usar as ferramentas disponíveis para identificar e bloquear tal conteúdo em sua plataforma de nuvem.\n\nOs autores do processo apontaram diretamente para a decisão da Apple de abandonar o NeuralHash, um sistema anunciado em 2021 que deveria analisar arquivos carregados por usuários do iCloud e identificar materiais relacionados ao CSAM. Amy e Jessica procuraram trazer o maior número possível de vítimas para o caso, e documentos judiciais posteriores declararam que o litígio envolvia 2.680 pessoas e danos potenciais de até US$ 32,8 bilhões.\n\nDepois de analisar o caso de todos os ângulos, o juiz Wise concluiu que “o processo busca responsabilizar a Apple por sua falha em remover ou bloquear conteúdo gerado pelo usuário, o que colocaria essas reivindicações sob a Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações”. 1996.” Esta seção protege os serviços online da responsabilidade pelo conteúdo que os usuários publicam em suas plataformas. Esta norma já estáestá no centro da controvérsia há anos sobre quanta responsabilidade as empresas de tecnologia deveriam assumir pelo conteúdo compartilhado pelos usuários através de suas plataformas.\n\nO relatório observa que os autores do processo não vão desistir, apesar de o juiz ter arquivado o caso sem possibilidade de reapresentação. O advogado de defesa dos demandantes, James Marsh, disse que os demandantes estão “considerando um recurso e avaliando opções para prosseguir com outras ações legais”.