O Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) tentará alienar à força o serviço de troca de anúncios AdX do Google e a plataforma Google Ad Manager. Segundo a agência, a alienação desses ativos é a única forma de eliminar o monopólio da Alphabet, dona do Google, no mercado de publicidade digital. O Google AdX é a maior plataforma de lances de publicidade on-line, e o Google Ad Manager é usado por editores para colocar e vender anúncios em seus sites.
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Como medida adicional, o DOJ exige que o Google forneça aos concorrentes acesso a dados de lances em tempo real. Uma audiência está marcada para 22 de setembro perante a juíza distrital Leonie Brinkema, no tribunal federal do Distrito Leste da Virgínia, onde o Google apresentará objeções. O Departamento de Justiça insiste que medidas estruturais são necessárias para desmantelar o monopólio estável confirmado pela decisão judicial. Em abril, o juiz Brinkema concluiu que o Google havia monopolizado “intencionalmente” o mercado de publicidade online. O tribunal concluiu que o Google usou uma estratégia de agrupar sua bolsa de anúncios com tecnologia do lado do servidor para editores, o que permitiu à empresa bloquear concorrentes e oferecer preços mais baixos do que plataformas independentes.
O tribunal também considerou um terceiro segmento do ecossistema de publicidade digital: redes que colocam anúncios em nome de anunciantes. Nessa área, o Departamento de Justiça não conseguiu provar que o Google detinha uma posição de monopólio. Assim, apenas dois dos três componentes principais violaram as leis antitruste. O Google se opõe às mudanças estruturais propostas e diz que compete com Meta✴, Amazon e TikTok. Os documentos judiciais também indicam que o Google está disposto a compartilhar dados de leilões em tempo real, mas se recusa a vender ativos. A chefe de assuntos regulatórios do Google, Lee-Anne Mulholland, disse que as exigências do Departamento de Justiça “vão muito além das conclusões do tribunal, não têm base legal e prejudicarão editores e anunciantes”.
Em 2024, um tribunal decidiu que o Google havia monopolizado o mercado de buscas ao pagar à Apple mais de US$ 20 bilhões anualmente para tornar o mecanismo de busca do Google o padrão no navegador Safari. Como parte do caso, o Departamento de Justiça exigiu que o Google vendesse seu navegador Chrome e desse aos concorrentes acesso aos dados de pesquisa. O CEO do Google, Sundar Pichai, testemunhou em um tribunal de Washington, argumentando que as medidas propostas são excessivas e resultariam na transferência da propriedade intelectual do Google para concorrentes. Ele também enfatizou que o fornecimento obrigatório de dados pode comprometer a privacidade dos usuários.
Um juiz federal em São Francisco ordenou que a Alphabet mantenha seu sistema operacional Android aberto para desenvolvedores após descobrir que a empresa usou a Google Play Store para sufocar a concorrência entre aplicativos móveis e cobrou taxas excessivas. A decisão pede a remoção de restrições que impedem que plataformas alternativas tenham acesso igual aos dispositivos Android.
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