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O Bitcoin teve sua pior semana desde fevereiro, com investidores transferindo fundos para outros ativos.

O início de junho trouxe perdas devastadoras para o Bitcoin: o mercado está perdendo sua narrativa dominante em relação às criptomoedas, e a liquidez continua a fluir para outros ativos. No entanto, especialistas admitem que o Bitcoin acabará por recuperar suas perdas, segundo reportagem da CNBC.

Fonte da imagem: Kanchanara / unsplash.com

O Bitcoin caiu 13% desde o início da semana, chegando a US$ 63.354,58 no momento da redação deste texto — quase sua pior semana desde fevereiro. Esse comportamento é típico das criptomoedas: quando a narrativa dominante perde força, a liquidez flui rapidamente para outras partes do mercado. E sem um novo catalisador para sustentar a demanda, o Bitcoin fica vulnerável a fortes fluxos de entrada e saída. Os fundos negociados em bolsa (ETFs) atrelados ao Bitcoin registraram saídas pelo 13º dia consecutivo: em 14 de maio, seus ativos totais eram de US$ 107,8 bilhões, mas agora caíram para US$ 82,8 bilhões. Especialistas acreditam que a aprovação da Lei Clarity nos EUA, que definirá a estrutura do mercado de criptomoedas, pode ser um catalisador para o crescimento, mas os legisladores estão atualmente divididos sobre as principais disposições da lei.

O evento mais significativo da semana foi o anúncio surpresa de Michael Saylor, da Strategy, de que venderia 32 bitcoins por US$ 2,5 milhões — a primeira vez desde 2022 e a segunda na história da empresa — para financiar o pagamento de dividendos de ações preferenciais. Isso representa menos de 0,004% do total de ativos da empresa, mas essa quebra do mantra de Saylor, “nunca venda seus bitcoins”, minou a confiança dos investidores na maior criptomoeda e levou a uma série de liquidações de posições compradas que aceleraram a queda do ativo. Nas últimas 24 horas, posições compradas no valor de US$ 594 milhões foram liquidadas.

Fonte da imagem: coindesk.com

Nos últimos meses, o comportamento do Bitcoin divergiu da percepção geral — ele não age como ouro digital, beneficiando-se da instabilidade geopolítica, não serve como proteção contra a inflação e não se comporta como uma ação de tecnologia. Enquanto o Bitcoin permanece em queda, o mercado de ações está batendo recordes: AMD, Intel e Micron mais que dobraram de valor desde o início do ano. Investidores estão demonstrando interesse na SpaceX e na Anthropologie, ambas empresas privadas.

Na segunda-feira, os investidores saberão se a Strategy foi compradora, vendedora ou se manteve inativa nesta semana. Se continuou comprando Bitcoin ativamente, isso pode ajudar a estabilizar o sentimento do mercado. No entanto, se for vendedora ou se mantiver inativa, isso será motivo de preocupação. Alguns acreditam que a empresa pode ter comprado até cem vezes mais criptomoedas do que vendeu — até 3.200 moedas. A dinâmica do Bitcoin é consistente com seu ciclo usual de quatro anos, segundo especialistas: um ano de queda após três anos de crescimento. O período médio de declínio após o pico é de 381 dias, a queda média é de 79%, o que significa que, até o final de outubro, o Bitcoin poderia cair abaixo de US$ 40.000, e isso não seria uma tragédia.

admin

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