O Bitcoin continuou a cair ontem, aproximando-se da marca de US$ 80.000. Analistas acreditam que, se romper esse nível, corre o risco de sofrer perdas muito mais significativas. Enquanto isso, a maior criptomoeda do mundo atingiu a mínima em sete meses.
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O Bitcoin despencou para US$ 80.553, enquanto o Ethereum atingiu a mínima em quatro meses. Os ativos de risco estão sofrendo uma enorme fuga de capitais, liderada pelas criptomoedas. Isso se deve à preocupação dos investidores com as altas avaliações das empresas de tecnologia e à incerteza sobre um corte de juros de curto prazo nos EUA. As criptomoedas servem como um barômetro do apetite por risco, e sua queda reflete a fragilidade do sentimento do mercado: as ações de empresas promissoras de IA estão caindo e a volatilidade está aumentando acentuadamente.
O Bitcoin apresentou um crescimento notável este ano, atingindo uma alta histórica de mais de US$ 120.000 por moeda em outubro, mas caiu 12% somente nesta semana. O mercado ainda não se recuperou de uma queda recorde em um único dia, que resultou na liquidação forçada de posições totalizando mais de US$ 19 bilhões. Na semana passada, ultrapassou a marca de US$ 100.000 e, ontem, aproximou-se dos US$ 80.000 — chegando perto dos níveis pelos quais investidores corporativos e institucionais pagaram pelo Bitcoin, e agora terá que ser vendido para evitar perdas, dizem analistas. O Bitcoin caiu 12% em relação ao ano anterior, e o Ethereum caiu quase 19%.
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Empresas que mantêm criptomoedas em seus balanços patrimoniais na esperança de aumentar seu valor devem enfrentar problemas. Com o preço do Bitcoin abaixo de US$ 90.000, analistas afirmam que metade dos ativos dessas empresas está “submersa”. Em outras palavras, elas possuem ativos que valem menos do que o preço pago por eles. Para compensar esse efeito, essas empresas podem precisar captar recursos adicionais ou vender suas criptomoedas, o que depreciaria ainda mais o Bitcoin. Essas empresas representam 4% do total de Bitcoins em circulação e 3,1% do Ethereum.
A marca de US$ 80.000 é significativa porque corresponde aproximadamente à média de Bitcoins mantidos em fundos negociados em bolsa (ETFs). Nas últimas seis semanas, o valor de mercado de todas as criptomoedas caiu cerca de US$ 1,2 trilhão. As ações de empresas com grandes participações em Bitcoin subiram este ano, mas despencaram nos últimos meses, acompanhando a queda das criptomoedas. A Strategy, em particular, caiu 61% desde sua máxima em julho e 40% no acumulado do ano. Ela pode ter que ser excluída de alguns índices MSCI, o que desencadearia vendas por parte de fundos que replicam esses índices. A Metaplanet, do Japão, caiu 80% desde sua máxima em junho. Vendas em massa de Bitcoin foram observadas em 2018 e 2022, com quedas de 75% a 80% nesses períodos. Analistas dizem que agora ela pode cair para US$ 25.000.
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