\nO Gabinete de Estado de Informação da Internet da RPC (Administração do Ciberespaço da China) publicou um plano para a implementação generalizada do protocolo IPv6 até 2030, bem como trabalhos adicionais na sua versão expandida IPv6+, adaptada às necessidades do país.\n\n

\n\nFonte da imagem: Conny Schneider / unsplash.com\n\nAté 2027, Pequim pretende conectar 900 milhões de usuários via IPv6 e lidar com 38% do tráfego de rede; neste ponto, todos os dispositivos conectados já deverão suportar IPv6. “Até 2030, o IPv6 estará ampla e profundamente integrado em todos os setores da economia e da sociedade, criando um ecossistema industrial IPv6 tecnologicamente avançado, aberto, inovador, autossuficiente e seguro. O número de usuários ativos de IPv6 chegará a 950 milhões, e o IPv6 será responsável por 42% do tráfego de rede. As novas redes darão, por padrão, prioridade aos endereços IPv6, acelerando a evolução para uma única pilha IPv6 e ajudando a formar um sistema de serviços de rede e aplicações que serão dominadas pelo IPv6”, disse o departamento.\n\nA China também pretende trabalhar em um protocolo designado como IPv6+. Ele permite que os remetentes de informações incorporem metadados que descrevem o conteúdo e até mesmo as rotas de transmissão. As operadoras de telecomunicações poderão ler estes metadados e agir com base nesta informação, alertam os especialistas – ou seja, uma versão expandida do protocolo é adaptada para vigilância dos cidadãos. Outra opção é a etiquetagem do tráfego e a abolição do princípio da neutralidade da rede, ou seja, os operadores de telecomunicações poderão cobrar separadamente pelo tráfego de algumas fontes.\n\nAs empresas chinesas produtoras de equipamentos de telecomunicações já implementaram o IPv6+, nota o departamento, e exportaram-no para vários países. Assim, Pequim não propõe abandonar o IPv6 – pelo contrário, apela ao trabalho sobre “padrões IPv6 nacionais e à aceleração do seu desenvolvimento”.em áreas-chave.”\n