São apresentados transistores de íons que são completamente biocompatíveis com os humanos – eletrônicos vestíveis serão implantados

Cientistas da Universidade de Oxford apresentaram tecnologia para fabricação de circuitos lógicos totalmente compatíveis com a biologia humana. Em vez de elétrons, a “eletrônica humana” usa troca iônica. Esta é também uma transferência de encargos, que pode ser programada e controlada. A partir de minúsculas gotas de hidrogel, você pode criar diodos, transistores, memória e elementos lógicos que perceberão os sinais elétricos do corpo humano e os transmitirão de volta.

Fonte da imagem: Universidade de Oxford

Os pesquisadores até criaram um nome para a nova eletrônica: dropletronics. Cada gota tem volume de vários nanolitros e, dependendo da composição, pode ter condutividade catiônica (p) ou aniônica (n), semelhante às transições em semicondutores. Assim, diodos, transistores e circuitos lógicos podem ser criados a partir de gotículas com diferentes condutividades. Por exemplo, os pesquisadores desenvolveram um circuito eletrônico capaz de contar os ritmos cardíacos por meio de sinais vindos diretamente do músculo cardíaco.

Os cientistas já usaram a condução iônica para criar elementos lógicos, mas todos os trabalhos anteriores foram baseados em substratos sólidos. O desenvolvimento dos cientistas britânicos se diferencia pelo fato de ser totalmente macio – afinal, o que poderia ser mais macio do que uma gota de hidrogel? Isto proporciona uma nova vantagem: essa eletrônica será totalmente compatível com o biossistema do corpo humano, tanto no nível físico quanto no de sinal. O corpo pode ser modernizado com a implantação de dispositivos eletrônicos tanto para fins médicos quanto para melhorar a qualidade de vida.

Separadamente, os investigadores expressaram esperança de que a capletrónica que propuseram contribuiria para o desenvolvimento da computação neuromórfica que imita mais de perto o funcionamento do cérebro humano. Se o dispositivo de computação implantado não tiver energia suficiente, os cientistas já forneceram uma solução – uma bateria de íons de lítio. Mas essa será uma história diferente.

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