Categorias: Nanotecnologia

O MIT desenvolveu um implante de microchip não cirúrgico – o implante chegará ao cérebro transportado por células imunológicas.

Uma equipe de pesquisadores do MIT criou um sistema para inserir chips subcelulares no cérebro. Os chips são injetados em uma veia por meio de uma simples injeção, de onde viajam naturalmente até o cérebro e se implantam. Em seguida, os chips são excitados por um laser infravermelho, e a corrente induzida estimula o tecido neural próximo. Isso abre caminho para a estimulação cerebral direta sem cirurgia — uma simples injeção, como uma picada de mosquito.

Fonte da imagem: MIT

Este desenvolvimento visa ajudar a curar uma variedade de distúrbios neurológicos e doenças cerebrais — e muito mais. O método é tão simples e seguro que pode alcançar bilhões de pessoas em todas as camadas sociais, não apenas o proverbial “bilhão de ouro”. Olhando para o futuro, a Cahira Technologies, uma startup fundada no MIT para comercializar a tecnologia, espera iniciar os ensaios clínicos dentro de três anos, com o objetivo de introduzi-la na prática médica em larga escala o mais rápido possível.

O método é baseado em um minúsculo dispositivo semicondutor chamado SWED, menor que uma hemácia. A injeção de milhares desses chips na corrente sanguínea não causará problemas de circulação nem representará uma ameaça à saúde do paciente. O chip multicamadas será dotado de propriedades que atrairão monócitos — células do sistema imunológico humano. Essas células são capazes de atravessar as paredes dos vasos sanguíneos, transportando nutrientes e buscando naturalmente inflamações no corpo.

Se ocorrer inflamação no cérebro, os monócitos “implantados” irão naturalmente se dirigir para lá e se fixar com uma precisão incomparável à de eletrodos artificiais. Um experimento com camundongos mostrou que os monócitos implantados ocuparam as áreas de inflamação em seus cérebros em até 72 horas após a injeção. Depois disso, um feixe de laser infravermelho através do crânio e do tecido ativa os implantes. Eles começam a gerar impulsos elétricos, que por sua vez estimulam os neurônios no tecido inflamado, fazendo com que restaurem sua atividade normal e, assim, promovam a cura.

No futuro, os cientistas esperam usar o mesmo método para estimular o coração e outros órgãos humanos. Essa tecnologia poderá ser de grande ajuda para muitas pessoas que sofrem de diversas doenças, incluindo o combate ao câncer. No entanto, ainda levará muitos anos até que seja implementada na prática médica.

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