O FDA terá que explicar por que o Neuralink foi autorizado a fazer experimentos em humanos após experimentos de má qualidade com animais.

Um membro do Subcomitê de Saúde da Câmara dos EUA afirma que a Food and Drug Administration (FDA) dos EUA permitiu prematuramente que o Neuralink de Elon Musk testasse seu implante cerebral em humanos. Problemas com manutenção de registros e controle de qualidade de experimentos com animais na Neuralink foram relatados pelo menos desde 2019.

Fonte da imagem: Neuralink

A Neuralink está atualmente testando seu dispositivo, que permite controlar um computador apenas com a mente, nas pessoas. Na semana passada, a empresa realizou uma transmissão ao vivo na rede social X, mostrando o primeiro paciente paralisado com implante cerebral jogando xadrez em um PC. Elon Musk já anunciou o próximo produto Neuralink – Blindsight (literalmente – “Blind Sight”) para restaurar a visão dos cegos.

O deputado democrata Earl Blumenauer enviou uma carta à FDA expressando sua preocupação com o fato de a agência ter ignorado “evidências perturbadoras” de violações em testes em animais relatadas a partir de 2019. Exige que a FDA explique como os relatos de tais violações se enquadram na decisão da agência de autorizar o teste do Neuralink em humanos.

Blumenauer citou relatos da Reuters que descreviam reclamações de funcionários sobre experimentos “desleixados” com animais devido a cronogramas apertados, causando sofrimento desnecessário e morte em macacos de laboratório. Nesse sentido, os colaboradores também se mostraram preocupados com possíveis problemas com a qualidade dos experimentos e com a pureza dos resultados obtidos.

«Essas supostas falhas no cumprimento dos procedimentos operacionais padrão potencialmente comprometeram o bem-estar dos animais e a coleta de dados para testes em humanos”, afirma Blumenauer. A FDA prometeu responder ao legislador em breve. Um porta-voz da FDA afirma que durante a inspeção, a agência não encontrou nenhuma violação na Neuralink que pudesse prejudicar a segurança da pesquisa.

Nos últimos anos, diversas empresas começaram a testar seus implantes cerebrais em humanos. Synchron e Blackrock Neurotech já demonstraram a capacidade dos pacientes de controlar certas ações com seus pensamentos.

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