O cyberpunk está se aproximando: os Estados Unidos desenvolveram microcomputadores médicos sem fio para implantação nos ossos de pacientes

Pesquisadores da Universidade do Arizona desenvolveram um dispositivo sem fio ultrafino projetado para ser implantado no osso para monitorar a saúde dos tecidos dos pacientes. Os microcomputadores podem ser deixados no corpo por um longo tempo – eles não requerem suas próprias fontes de energia para transferir dados.

Fonte da imagem: arizona.edu

Os dados obtidos com os implantes ósseos permitirão que sejam prestados cuidados ortopédicos individualizados, por exemplo, ajudando a acelerar a reabilitação do trauma com base nos dados recolhidos.

Embora o sistema ainda não tenha sido aprovado ou mesmo testado em humanos, os microcomputadores, uma vez implantados nos ossos, não só ajudarão a monitorar a saúde, mas também a melhorá-la. Segundo cientistas locais, a presença de um “computador no osso” permite a criação de ferramentas de investigação que podem transmitir dados precisos sobre o funcionamento do sistema músculo-esquelético e utilizar as informações recolhidas para prevenção, terapia e reabilitação.

Como os músculos se ajustam perfeitamente ao osso e estão em movimento constante, é importante que o dispositivo seja fino o suficiente para não irritar o tecido adjacente ou ser arrancado.

O computador projetado não é mais grosso do que uma folha de papel e tem aproximadamente o tamanho de uma pequena moeda. Nesse caso, o dispositivo pode ser deformado de acordo com o formato do osso e não necessita de baterias. Para interagir com a eletrônica externa, é utilizada uma tecnologia semelhante aos chips NFC usados, por exemplo, em smartphones e cartões bancários para pagamentos sem contato.

Fonte da imagem: arizona.edu

Como as camadas externas dos ossos são “renovadas” como as camadas externas da pele, os métodos tradicionais de fixação aos tecidos não são adequados – mesmo com o uso de cola especial, o dispositivo seria removido em alguns meses. Para resolver esse problema, foi desenvolvida uma cola especial contendo partículas de cálcio com uma estrutura quase idêntica às células ósseas. Graças a isso, os cientistas conseguiram “enganar” o osso, forçando-o a considerar o microcomputador como parte dele. Isso permite que você crie um “vínculo” permanente com o osso e faça medições por um longo tempo.

Por exemplo, um médico pode conectar um dispositivo a um osso quebrado ou rachado para monitorar o progresso do tratamento. Isso é extremamente benéfico para pacientes com diagnósticos como osteoporose, pois eles costumam ter fraturas recorrentes. Sabendo quão rápido e bem o osso é restaurado, é possível prescrever o tratamento ideal, tomar uma decisão sobre a remoção oportuna de elementos de fixação estranhos em caso de fraturas. Além disso, alguns pacientes recebem medicamentos para acelerar a consolidação da fratura, com efeitos colaterais significativos. Uma nova forma de monitoramento permitirá que os médicos tomem decisões mais informadas ao prescrever tais medicamentos.

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