Cerabyte demonstrou o funcionamento de um sistema de armazenamento de dados indestrutível em vidro revestido de cerâmica

A jovem empresa alemã Cerabyte mostrou um protótipo funcional de sistema de armazenamento de dados em vidro revestido de cerâmica e também demonstrou o processo de registro de informações. Até 100 PB podem ser gravados em cada prato com lados de alguns centímetros. Isso pode se tornar uma alternativa mais confiável e econômica às bibliotecas de fitas e ópticas, uma vez que o vidro e a cerâmica não têm medo de fogo, água, radiação, campos magnéticos e outras influências.

Fonte da imagem: Cerabyte

O anúncio de um sistema de gravação em vidro com camada cerâmica ocorreu em setembro deste ano. Agora a empresa mostrou como funciona esse sistema. O vídeo mostra como a placa de vidro é retirada do cartucho, colocada na mesa de gravação e leitura, bem como o processo de gravação.

A gravação ocorre em duas passagens. Um laser de femtosegundo escreve uma linha de informação em uma passagem e, na passagem reversa, uma câmera especial lê o que foi gravado e, assim, verifica a gravação. No caso de leitura, a câmera funciona nos dois sentidos, o que torna essa operação duas vezes mais rápida que a gravação.

Posteriormente, o registro gravado é armazenado em um cartucho em uma biblioteca robótica e o armazenamento não necessita de energia. Os registros são gravados de uma vez por todas e não requerem procedimentos especiais para manter a integridade dos dados, o que, por exemplo, é exigido para unidades de fita.

A camada cerâmica nas placas de vidro Cerabyte tem entre 50 e 100 átomos de espessura. A cerâmica é aplicada em ambas as superfícies da placa. Durante a gravação, o laser faz furos na camada, codificando os dados em código binário (havendo furos ou não). O formato de gravação de dados são códigos QR comuns, o que torna a solução compatível com sistemas de arquivos e ambientes operacionais comuns, bem como programas. Mas cada grupo de códigos é tão pequeno que não pode ser visto pelo olho comum.

Cada furo feito a laser na cerâmica tem 100 nm de largura. No futuro, os desenvolvedores prometem reduzi-lo para 3 nm, o que exigirá o uso de algo mais complexo do que as câmeras convencionais para leitura. Por exemplo, microscopia eletrônica. Com o tempo, isso não será difícil se a ideia da Cerabyte encontrar apoio entre os industriais. Por enquanto, a empresa procura apenas pessoas dispostas a implementar o seu desenvolvimento.

avalanche

Postagens recentes

A Honda registrou prejuízo pela primeira vez desde 1957, já que sua estratégia de veículos elétricos se mostrou contraproducente.

A montadora japonesa Honda Motor anunciou seu primeiro prejuízo operacional desde sua abertura de capital…

3 horas atrás

O valor de mercado da Take-Two aumentou em quase US$ 3 bilhões em meio a rumores de que as pré-vendas de GTA VI estão prestes a começar.

Os rumores sobre o lançamento iminente da pré-venda do ambicioso thriller de mundo aberto e…

3 horas atrás

A China criou um computador quântico fotônico que os supercomputadores não conseguem alcançar, nem mesmo durante a existência do universo.

Cientistas chineses criaram uma nova versão do computador quântico fotônico Jiuzhang, apresentado pela primeira vez…

3 horas atrás

A Microsoft está preparando um controle Xbox Elite Series 3 de última geração com volante e Wi-Fi.

A Anatel, agência reguladora brasileira, divulgou imagens do próximo controle Xbox Elite, que apresenta diversas…

4 horas atrás

As vendas do sucesso pirata Windrose ultrapassaram dois milhões de cópias em um mês no Acesso Antecipado do Steam.

Os desenvolvedores do estúdio uzbeque Kraken Express relataram novos sucessos para seu simulador de sobrevivência…

4 horas atrás