Um segundo paciente com um dispositivo Neuralink implantado na cabeça aprendeu a controlar aeromodelos e a programar um Arduino usando apenas o pensamento.

O americano Alex Conley sofreu uma lesão na medula espinhal, resultando em tetraplegia — paralisia que afeta os quatro membros e o tronco. Em 2024, ele recebeu um implante Neuralink. Após um período de reabilitação, Conley demonstrou um progresso impressionante — ele aprendeu a programar um controlador Arduino, reprogramou sua cadeira de rodas e dominou o controle de um aeromodelo com a mente.

Fonte da imagem: @Bcidesign

Após receber o implante, Conley se tornou a primeira pessoa no mundo a controlar um braço robótico usando um implante Neuralink. Alex então dominou a programação de um controlador Arduino, que se tornou a ligação entre seu implante e um controlador para modelos de rádio controle. Isso permitiu que ele literalmente controlasse o voo de um aeromodelo com a mente. E, igualmente importante, ele escreveu todo o código para essa tarefa sozinho.

Segundo Conley, enquanto pilotava o aeromodelo, ele “sentiu o quão poderoso é o meu cérebro”. Ele está confiante de que seu sucesso será uma fonte de esperança e inspiração para outras pessoas que sofrem de condições semelhantes.

Alex também conseguiu reprogramar sua própria cadeira de rodas. Ele usa um modelo todo-terreno especialmente projetado, a Track Chair, que foi modificada para usar o controle do queixo. Conley posteriormente dominou a programação das funções da cadeira e adicionou o controle por meio de um implante Neuralink. “Digamos que temos o veículo mais legal da festa da colheita”, comentou ele, em tom de brincadeira, sobre seu trabalho na fazenda de abóboras.

Segundo a Neuralink, 12 pacientes já receberam esses implantes. Eles conseguem enviar sinais pelo cérebro, jogar videogames e controlar diversos dispositivos eletrônicos. Ao conectar a atividade neural do cérebro humano a um sistema digital, os pensamentos podem ser convertidos em comandos de software, permitindo que pessoas que perderam a mobilidade retomem suas vidas.

Os engenheiros da Neuralink chamam essa tecnologia de “uma ponte natural entre humanos e tecnologia”. No futuro, elesEles planejam expandir as capacidades dos implantes, incluindo o controle de toda a prótese com o pensamento ou a transmissão de informações pela internet. Especialistas consideram a experiência da Neuralink como uma nova etapa na integração da medicina e da tecnologia. Essa conquista pode abrir novas oportunidades não apenas para pessoas com deficiência, mas para toda a humanidade.

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