Um novo artigo na Nature Communications relata um experimento inédito para detectar vestígios de vida baseada em carbono em Marte. O experimento foi conduzido a bordo do rover Curiosity da NASA, que explora o Planeta Vermelho desde 2012. Para estudar amostras de solo coletadas na superfície marciana, foi utilizado um reagente raro, cujo suprimento para o rover é extremamente limitado. Portanto, tais experimentos nunca foram realizados antes, mas o risco valeu totalmente a pena.
Fonte da imagem: NASA
A análise foi conduzida utilizando o instrumento Sample Analysis at Mars (SAM) a bordo do Curiosity, que detecta estruturas moleculares complexas. Este minilaboratório avançado dentro do rover analisa amostras de solo e rochas marcianas utilizando pirólise, cromatografia gasosa e espectrometria de massa. Alguns experimentos utilizam um reagente chamado TMAH (hidróxido de tetrametilamônio), que é armazenado no rover em dois recipientes como uma solução de metanol a 25%.
O procedimento padrão de pirólise não consegue vaporizar alguns compostos orgânicos, impedindo sua análise. O uso de TMAH torna isso possível, mas requer uma alta taxa de consumo de reagente e não havia sido usado anteriormente para experimentos de detecção de compostos orgânicos complexos em Marte. A equipe de pesquisa modelou as reações necessárias e propôs um método para analisar rochas argilosas de uma localização promissora dentro do alcance operacional do rover. Para sua satisfação, o experimento detectou aproximadamente 20 moléculas orgânicas diferentes na camada de solo próxima à superfície.
Ainda não é possível determinar com certeza a origem dessa matéria orgânica — se é resultado de atividade vulcânica e de meteoritos ou de vida biológica. Essa pesquisa ainda está em andamento. O principal ponto demonstrado pelo novo estudo é a capacidade de compostos orgânicos persistirem na camada próxima à superfície de Marte por bilhões de anos, apesar dos efeitos esterilizantes da radiação. A abundância de fragmentos de moléculas orgânicas também sugere fortemente que a matéria orgânica estava presente em quantidades suficientes na Marte primitiva, abrindo perspectivas promissoras para sua detecção.vestígios de vida marciana, caso tenha existido.
Finalmente, o uso bem-sucedido do reagente TMAH no experimento promete levar a busca por matéria orgânica no Sistema Solar a um novo patamar. Um analisador similar será enviado a Marte pelo rover europeu Rosalind Franklin em 2028. Um analisador baseado em TMAH também será instalado no helicóptero Dragonfly, que explorará Titã, lua de Saturno.
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