Os chineses criaram o ímã supercondutor mais forte do mundo — 700.000 vezes mais poderoso que o campo magnético da Terra.

Cientistas chineses do Instituto de Física de Plasmas da Academia Chinesa de Ciências (ACC) realizaram um grande avanço ao criar o eletroímã supercondutor mais potente do mundo, com 35,1 Tesla (T). Este campo é 700.000 vezes mais forte que o campo magnético médio da Terra, que é de 50 μT. A configuração experimental manteve o campo estável por 30 minutos e, em seguida, o liberou sem danificar o equipamento. Essa conquista fornece uma plataforma para novos experimentos em física, biologia e indústria.

Fonte da imagem: CCTV

Este não é o campo magnético mais potente gerado em laboratório. No ano passado, outro grupo de cientistas chineses criou o eletroímã não supercondutor mais potente do mundo, com uma intensidade de campo de até 42 T. O uso de eletroímãs supercondutores, como no caso da nova conquista da China, promete uma operação mais eficiente em termos de energia, que pode encontrar aplicações em transporte, medicina e indústria.

Cientistas responsáveis ​​do Centro Internacional de Supercondutividade Aplicada de Hefei, do Instituto de Pesquisa Energética do Centro Nacional de Ciências Abrangente de Hefei e da Universidade Tsinghua participaram do desenvolvimento. Uma inovação fundamental foi a colocação de um ímã supercondutor de alta temperatura no centro de um ímã de baixa temperatura, superando problemas de concentração de tensões e alinhando interações eletromagnéticas. Essa abordagem melhora a estabilidade mecânica e o desempenho eletromagnético, garantindo perda mínima de energia em comparação com outros tipos de ímãs.

Vale ressaltar que essa abordagem híbrida foi implementada pela primeira vez por cientistas nos Estados Unidos no Laboratório Nacional de Alto Campo Magnético (MagLab), que estabeleceram um recorde de intensidade de campo magnético de 32 T em 2017.Dois anos depois, uma equipe chinesa do Instituto de Engenharia Elétrica da CAS e da Universidade da Academia Chinesa de Ciências replicou o experimento e superou ligeiramente seusColegas americanos, criando um ímã supercondutor com uma força de 32,35 T. O novo desenvolvimento provou ser ainda mais poderoso, demonstrando a repetibilidade dos resultados e tecnologias comprovadas.

A nova instalação é particularmente valiosa para o desenvolvimento de reatores de fusão, já que a equipe chinesa também participa do projeto internacional ITER. Graças ao ímã ultrapotente, eles podem realizar experimentos selecionando materiais para ímãs de reatores e testar diversos tipos de sensores. A instalação, com seu campo magnético recorde, também permitirá experimentos físicos e biológicos, além da busca por aplicações práticas para ímãs fortes na indústria e no transporte. Este é mais um passo em direção a equipamentos mais avançados em diversas áreas.

É importante ressaltar que a ativação de tal eletroímã com um campo ultraforte não fará com que todas as bússolas do mundo apontem repentinamente para a China. O campo se concentra principalmente dentro da instalação e decai rapidamente fora dela.

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