Cientistas da NASA confirmaram a possibilidade de vida em Marte, mas há nuances

Os funcionários da NASA deram uma nova olhada na possibilidade de vida microbiana em Marte. Simulações mostraram que a fotossíntese em Marte pode operar até três metros abaixo do gelo de água na superfície do Planeta Vermelho. Ecossistemas semelhantes são comuns nas geleiras da Terra. Por que eles não surgiriam em Marte?

Fonte da imagem: NASA

Os cientistas há muito descobriram sinais de água gelada em Marte (gelo feito de dióxido de carbono congelado também foi encontrado lá). Os orbitadores registraram muitas ravinas e dobras de terreno em Marte, cujas bordas são cobertas por uma camada de gelo. Isso levou à suposição de que as geleiras permaneceram em Marte desde os tempos antigos, e seu derretimento e erosão levam ao aparecimento de ravinas.

Não há gelo de água pura em Marte. Geralmente é uma mistura de poeira e água gelada. A poeira e outras inclusões tendem a aquecer sob o sol e derreter o gelo, afundando cada vez mais com o passar dos anos. Na Terra, essas formações são chamadas de buracos de crioconita. Eles são encontrados em abundância nas geleiras e, se você os estudar mais de perto, descobre-se que ali crescem vida microbiana e até algas, que existem em cavernas sob o gelo, como em estufas.

Buracos de crioconita nas geleiras da Terra

Cientistas da NASA conduziram simulações para determinar a possibilidade de formação de buracos de crioconita na água gelada empoeirada de Marte. O modelo não só permitiu o surgimento de tais formações, mas também deixou a possibilidade de manter o trabalho da fotossíntese em Marte até uma profundidade de três metros na espessura do gelo. Neste caso, o gelo deveria desempenhar o papel de escudo de radiação para a vida microbiana em profundidade. Marte não é protegido por um campo magnético e a radiação solar literalmente esteriliza sua superfície.

O trabalho realizado não é especulativo. Assim, os cientistas procuram os locais mais promissores para detectar vestígios de vida microbiana em Marte em futuras missões. Os autores do estudo argumentam que o gelo de água que provavelmente formaria piscinas subterrâneas existiria nos trópicos de Marte, entre 30 e 60 graus de latitude, tanto no hemisfério norte como no hemisfério sul. A busca começará a partir daí.

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