No IEEE Journal of Solid-State Circuits, cientistas da Ecole Polytechnique Federale de Lausanne (EPFL) relataram a criação de um neurochip que pode reconhecer com rapidez e precisão letras manuscritas a partir de sinais cerebrais. O desenvolvimento dos cientistas de Lausanne superou significativamente o chip Neuralink em muitos aspectos. Comparado ao chip MiBMI dos suíços, o produto Neuralink parece francamente desatualizado. Porém, Musk tem uma vantagem: seu chip já está ajudando as pessoas.
Fonte da imagem: EPFL
O chip experimental MiBMI para leitura da atividade cerebral na área de formação de imagens de caracteres manuscritos é 23 vezes menor que o chip Neuralink moderno. A área do MiBMI é de apenas 8 mm². Além disso, como o chip Neuralink, ele não precisa lançar as agulhas de dezenas de sondas no tecido nervoso (com o qual os desenvolvedores do Neuralink já tiveram problemas – as sondas frequentemente saltam ou são desalojadas). A sonda MiBMI lê informações da superfície do córtex cerebral, o que não afetou a precisão do seu trabalho.
Os cientistas suíços abordaram o problema do reconhecimento mental de caracteres manuscritos de uma forma um pouco diferente. Eles atribuíram combinações de códigos às letras do alfabeto – marcadores neurais. Em seu trabalho, os cientistas descobriram que durante uma imagem mental de pacientes escrevendo uma determinada letra (também poderiam ser números ou outros símbolos), aparecia uma série de marcadores específicos. Esses marcadores foram chamados de códigos neurais distintos (DNC).
Os códigos DNC tornaram-se uma espécie de abreviação para cada letra, permitindo que o chipset MiBMI processe apenas os próprios marcadores. Isso tornou possível processar centenas de bytes de sinais neurais por código (caractere) em vez dos habituais milhares de bytes de informações sobre a atividade neural nos métodos tradicionais de reconhecimento de “pensamentos”. A simplificação utilizada reduziu significativamente o consumo de energia do chip e acelerou o processamento de dados. Isto também reduzirá o tempo de treinamento para outros pacientes que desejam usar o implante.
No estágio atual, o chip reconhece 31 caracteres manuscritos (código), mas suas capacidades serão expandidas para centenas de caracteres. O aplicativo não se limitará apenas à leitura de textos na cabeça dos pacientes. O chip pode ser ensinado a reconhecer outros tipos de atividade cerebral. Nos experimentos realizados, o chip MiBMI reconheceu a caligrafia mental com 91% de precisão. Vale ressaltar que o chip não foi testado em pessoas vivas; processou sinais obtidos em experimentos anteriores. Nesse sentido, o chip Neuralink, por mais desatualizado que pareça em relação ao novo produto, já foi aprovado para testes clínicos em humanos. E isso talvez seja o mais difícil nesse trabalho – comprovar a segurança de uso e começar a ajudar as pessoas.
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