O conceito de bateria quântica foi apresentado pela primeira vez em um artigo de 2013. Dez anos depois, surgiram os primeiros artigos científicos descrevendo experimentos de laboratório nessa área e, hoje, foi apresentado o primeiro protótipo mundial de uma bateria quântica capaz de carregar, armazenar energia e liberá-la para o consumidor.

Fonte da imagem: CSIRO
O desenvolvimento foi apresentado por cientistas da CSIRO (agência nacional de ciência da Austrália), bem como das universidades RMIT e de Melbourne. O protótipo é carregado sem fio por um laser e utiliza diversas características da mecânica quântica, sendo a mais valiosa, segundo os cientistas, a interação coletiva entre partículas.
O carregamento ocorre extremamente rápido — em femtosegundos (10⁻¹⁵ segundos) — e a energia é armazenada por nanossegundos (10⁻⁹ segundos), milhões de vezes mais do que o tempo de carregamento. A capacidade do dispositivo ainda é pequena — apenas alguns bilhões de elétron-volts —, o que é aceitável para uma fase de prova de conceito. Graças à interação coletiva entre partículas atômicas, a bateria quântica carrega mais rápido quanto maior for. Isso desafia a lógica convencional, mas, na física quântica, é verdade, como os cientistas demonstraram experimentalmente.

Carregador a laser para bateria quântica
Carregar baterias com lasers permitirá a criação de dispositivos com carregamento remoto — de celulares a aeronaves. Cientistas preveem que smartphones com baterias quânticas poderão carregar instantaneamente. Se os resultados experimentais forem extrapolados para um minuto de carregamento, a bateria poderá reter sua carga por anos. Agora, é necessário desenvolver novas tecnologias para aumentar o tempo de retenção de energia da bateria quântica, já que um nanossegundo é atualmente um período muito curto.