A última rodada de negociações entre representantes do sindicato dos trabalhadores da Samsung Electronics e a empresa, mediada pelas autoridades sul-coreanas, não permitiu que as partes chegassem a um acordo sobre todos os pontos-chave, e agora a ameaça de uma greve de 18 dias, prevista para começar amanhã, está se tornando mais real.

Fonte da imagem: Samsung Electronics

Embora o tribunal tenha proibido ontem o sindicato da Samsung, que representa aproximadamente 48.000 funcionários, de criar condições que pudessem causar sérios danos ao empregador ou ao meio ambiente, não conseguiu impedir totalmente o protesto. O líder sindical Choi Seung-ho, cuja declaração foi citada pela Reuters, anunciou a prontidão do sindicato para realizar uma greve de 18 dias, conforme o plano previamente acordado. Durante as negociações, as partes chegaram a um consenso em todos os pontos, exceto um, que era crucial para o sindicato.

Aparentemente, esse ponto dizia respeito ao princípio da distribuição de bônus anuais, cuja mudança o sindicato insistia. O sindicato acreditava que a Samsung deveria distribuir até 15% dos lucros operacionais anualmente entre os funcionários, sem limite máximo para o valor do pagamento, atualmente fixado em 50% dos salários anuais. Segundo Choi, o sindicato aceitou a última proposta feita pelo mediador do governo. Por sua vez, a direção da Samsung Electronics declarou que o sindicato insistiu em termos inaceitáveis: “O motivo pelo qual não se chega a um acordo é a natureza excessiva das reivindicações do sindicato, que minam os princípios fundamentais da gestão da empresa”. A empresa acredita que não pode oferecer regularmente bônus anuais tão altos a funcionários de divisões deficitárias.

No último fim de semana, as autoridades sul-coreanas ameaçaram a Samsung com arbitragem compulsória, o que poderia atrasar o início da greve por 30 dias enquanto representantes do governo participam das negociações. As ações da Samsung caíram.O preço caiu mais de 3%. A empresa responde por quase um quarto das exportações nacionais da Coreia do Sul e é a maior fabricante de memória do mundo. Uma greve prolongada dos funcionários em meio à escassez de memória no mercado global prejudicaria não apenas a reputação da Samsung, mas também toda a economia coreana.

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