\nNa semana passada, a Samsung Electronics e a SK hynix, com a participação de membros do governo sul-coreano, anunciaram que nos próximos anos construirão um total de quatro novos empreendimentos para produção e empacotamento de memória no sudoeste do país. Especialistas de diferentes países questionaram a viabilidade desses investimentos multibilionários.\n\n
\n\nFonte da imagem: Samsung Electronics\n\nLevando em conta projetos relacionados, o plano do governo envolve investir cerca de US$ 528 bilhões em setores-chave da economia sul-coreana, que inclui a produção de chips. A Nikkei Asian Review fornece comentários de especialistas que criticam esta iniciativa. Em primeiro lugar, o conhecido investidor no Ocidente, Michael Burry, que conseguiu prever a crise financeira de 2008 e ganhar dinheiro com ela, chamou ao megaprojecto sul-coreano “o princípio do fim”. Na sua opinião, a procura por memória não crescerá para sempre e os fabricantes enfrentarão excesso de oferta e queda de preços. De acordo com Burry, isto é apenas uma questão de tempo.\n\nComo já foi observado mais de uma vez, o problema com a economia dos projetos modernos de IA é que os orçamentos estão crescendo a um ritmo catastrófico e o retorno nem sequer está no horizonte, uma vez que os desenvolvedores de modelos de IA têm medo de assustar os clientes aumentando os preços dos seus serviços, e os investidores ainda acreditam na necessidade de injetar cegamente dezenas e centenas de milhares de milhões de dólares por ano na infraestrutura. Os fornecedores de componentes, incluindo os fabricantes de memória, estão a ganhar muito dinheiro com isto até agora, mas este feriado de lucros excessivos não pode durar para sempre.\n\nDe acordo com alguns especialistas sul-coreanos, a natureza cíclica do mercado de memória não desaparecerá, por isso a Samsung e a SK hynix, ao construírem as suas novas grandes empresas, devem estar preparadas para o facto de que terão de ser reaproveitadas para produzir outros tipos de produtos. Caso contrário, ficarão com capacidade não reclamada, na qual foi gasto muito dinheiro. Os investidores também querem esperar que estas empresasSamsung e SK hynix estão sendo construídas não apenas sob a direção das autoridades sul-coreanas, mas com expectativa de retorno. Segundo algumas estimativas, só depois de quatro anos e meio as empresas poderão começar a instalar equipamentos nas oficinas dos novos empreendimentos, e nesse período muita coisa pode mudar no mercado de memórias.\n\nO problema da escolha de um local para a construção de novos grandes empreendimentos também foi levantado na imprensa sul-coreana. A área no sudoeste do país está afastada dos centros industriais para os padrões sul-coreanos e também sofre com a seca. Sem medidas adicionais, que não são as mais baratas e tecnicamente mais simples, não será possível eliminar o risco de escassez de recursos hídricos na região. As autoridades prometem não só aumentar o volume dos reservatórios locais, mas também direcionar os recursos hídricos para os canteiros de obras de grandes fábricas do entorno. Resta apenas forçar os especialistas em produção de chips a se deslocarem literalmente “para um campo aberto”, embora já estejam acostumados com a infraestrutura da capital sul-coreana e seus subúrbios. Também terão de ser criadas condições de acompanhamento para uma vida confortável para os funcionários de novas empresas.\n
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