Inicialmente, a AMD tentou promover a memória HBM no segmento de placas de vídeo para jogos, mas essa memória foi mais útil para rivalizar com a Nvidia na criação de aceleradores computacionais para sistemas de inteligência artificial. A China ainda não foi capaz de produzir memória desta classe, mas recentemente surgiram evidências de que as empresas locais fizeram grandes progressos nesta área.
Fonte da imagem: CXMT
A CXMT, líder entre os fabricantes chineses de DRAM, relata a Reuters, citando fontes bem informadas, já criou as primeiras amostras de memória HBM em colaboração com a Tongfu Microelectronics, que forneceu ao parceiro tecnologias para empacotá-las em uma pilha. Amostras dessa memória fabricada na China já estão sendo mostradas a alguns clientes em potencial. Os documentos, que foram disponibilizados à Reuters, também mencionam as intenções da Xinxin de iniciar a construção de uma unidade de produção da HBM em Wuhan, que poderia processar 3.000 pastilhas de silício de 300 mm por mês. A estrutura controladora desta empresa é a YMTC, o maior fabricante chinês de memória 3D NAND, que já está sob sanções dos EUA.
Segundo a fonte, a CXMT e outras empresas também mantêm negociações regulares com fornecedores de equipamentos sul-coreanos e japoneses para equipar as suas futuras fábricas, que poderão produzir HBM. A Reuters também conseguiu descobrir que a Huawei Technologies está traçando planos para organizar o lançamento do HBM2 em cooperação com parceiros chineses até 2026. Um dos parceiros deverá ser o Circuito Integrado Fujian Jinhua, que também está sob sanções dos EUA.
Os líderes na produção de HBM continuam sendo a sul-coreana SK hynix e a Samsung Electronics, mas em termos de tecnologia, a americana Micron Technology, que está pronta para começar a fornecer HBM3E, quase não fica atrás deles. As empresas chinesas até agora esperam começar a produzir apenas HBM2, mas isso também será um sério avanço tecnológico para elas. A diferença entre os desenvolvedores de memória chineses e os líderes mundiais nesta área pode ser medida em dez anos, segundo especialistas do setor.
A CXMT possui aproximadamente 130 pedidos de patentes relacionados à tecnologia HBM, alguns dos quais permitem teoricamente a produção de HBM3. A empresa também adquiriu os equipamentos necessários à produção dessas memórias para uso futuro, temendo a iminente imposição de sanções norte-americanas. Na produção desses microcircuitos são utilizadas tecnologias de origem americana, portanto a legislação nacional confere às autoridades do país o direito de limitar a exportação não só de produtos acabados deste tipo para países hostis, mas também dos equipamentos necessários à produção de HBM.
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