A disponibilidade de memória não durará muito: Micron admite que a escassez “sem precedentes” se estenderá para além de 2026.

A fabricante americana de memórias está respondendo à atual escassez. Por um lado, está preparada para atender às necessidades do mercado consumidor na medida do possível, dada a descontinuação dos módulos de memória da marca Crucial. Por outro lado, a empresa está investindo na expansão de sua capacidade de produção. A Micron acredita que a escassez de memória não se limitará a este ano.

Fonte da imagem: Micron Technology

Em entrevista à Bloomberg após a cerimônia de inauguração de um grande complexo fabril em Nova York, Manish Bhatia, vice-presidente executivo de operações da Micron Technology, afirmou que “a escassez atual que estamos vivenciando é sem precedentes”. Ele observou que a memória HBM para data centers consome tantos recursos industriais que está criando uma enorme escassez em segmentos de mercado tradicionais, como smartphones e PCs. Enquanto os fabricantes destes últimos se apressam para garantir o fornecimento de memória para além de 2026, a demanda por memória também crescerá no futuro devido a sistemas automotivos autônomos e robôs humanoides.

No segmento de IA, como representantes da Micron já haviam mencionado, todos os clientes adquiriram todas as cotas de memória da marca para o ano corrente. A recente aquisição de uma unidade da PSMC em Taiwan, segundo o vice-presidente executivo, teve como objetivo acelerar o lançamento da nova fábrica de embalagens de memória. Ela poderá iniciar o processamento de produtos no segundo semestre do próximo ano. Todas as novas fábricas de memória da Micron serão comissionadas bem mais tarde. Em Nova York, isso não acontecerá antes de 2030, enquanto a primeira unidade em Idaho poderá iniciar operações já em 2027. No total, duas fábricas de memória e um centro de pesquisa serão construídos no estado. A Micron também está modernizando e expandindo sua fábrica na Virgínia.

De qualquer forma, a Micron colocará em operação toda a nova capacidade nos Estados Unidos, enquanto suas unidades na Ásia aumentarão a produtividade por meio demodernização e transição para tecnologias de fabricação de memória mais avançadas. Em última análise, a empresa gostaria de produzir 40% de sua memória DRAM nos Estados Unidos.

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