A renomada fabricante chinesa de smartphones Xiaomi disse estar “decepcionada” com a decisão das autoridades indianas de confiscar o equivalente a US$ 682 milhões em fundos de sua afiliada no País. A Xiaomi promete continuar protegendo os interesses de sua divisão.
Fonte da imagem: Renato Ramos Puma/unsplash.com
Na sexta-feira, as autoridades indianas confirmaram a legitimidade da ordem de abril da agência envolvida na luta contra crimes financeiros de confiscar 55,51 bilhões de rúpias da Xiaomi Índia. Segundo a agência, a Xiaomi fez transferências ilegais de dinheiro para entidades estrangeiras, passando-as como royalties.
Em comunicado, a Xiaomi insiste que mais de 84% desse valor realmente foi no início deste ano para pagar royalties à americana Qualcomm. A empresa prometeu usar todos os meios para proteger a reputação e seus interesses, bem como os interesses dos acionistas – segundo relatos, a Xiaomi Índia de fato firmou um acordo com a Qualcomm para pagar royalties relacionados ao lançamento de smartphones. A declaração indica que tanto a Xiaomi quanto a Qualcomm consideram o negócio legítimo.
Hoje, Xiaomi e Samsung lideram o mercado indiano de smartphones com 18% cada. De acordo com a Counterpoint Research, o mercado indiano é o segundo maior depois da China. Muitas empresas chinesas recentemente tiveram dificuldade em fazer negócios na Índia devido a tensões políticas entre os países.
A Índia, citando preocupações de segurança, baniu mais de 300 aplicativos chineses desde o conflito na fronteira Índia-China em 2020, incluindo serviços populares como o TikTok, e também reforçou as regras de negócios para empresas do Reino Médio em seu território e até pretende proibir a venda de smartphones por empresas chinesas abaixo de US$ 150. Fabricantes da China tradicionalmente dominam esse segmento.
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