Seria uma bênção disfarçada: a Índia e a China tornaram-se líderes na adopção do IPv6 porque antes tinham muito poucos endereços IPv4

A Ásia se tornou a segunda região do mundo a atingir 50% de compatibilidade com IPv6, de acordo com dados dos laboratórios do Asia-Pacific Network Information Center (APNIC), um registrador de rede que supervisiona os recursos da Internet na região da Ásia-Pacífico, relata o The Register. Segundo a direção da organização, esse resultado foi alcançado “25 anos após o início da implementação regional do IPv6”.

É claro que isso não significa que nos 56 países, do Afeganistão à Oceania, que fazem parte da área de responsabilidade da APNIC, os dispositivos operem apenas em IPv6. Neste caso, estamos falando apenas da prontidão dos hosts da região para oferecer suporte ao IPv6, e esses são dados médios de 30 dias com base em testes e análises do APNIC Labs. Um host é considerado compatível com IPv6 se o APNIC Labs puder carregar a URL via IPv6. Nesse caso, o host pode ser dual-stack e suportar IPv4.

Fonte da imagem: Haberdoedas/Unsplash

Na Ásia, China e Índia lideram na adoção do IPv6, o que é um tanto irônico. Embora a APNIC atribua isso ao grande número de usuários ativos, ao apoio do governo à transição para o IPV6 e aos grandes investimentos nessas redes, há outra dimensão no tópico. Especialistas dizem que nos primórdios da Internet, a China e a Índia recebiam muito poucos endereços IPv4, então esses países com enormes recursos humanos tiveram que se concentrar no IPv6 quase desde o início.

Fonte aqui e abaixo: APNIC

Formalmente, o líder mundial em compatibilidade com IPv6 são os Estados Unidos e Canadá (ARIN), com uma média mensal de 52%, mas essa região responde por apenas 9,6% dos usuários de IPv6 do mundo, enquanto os países da APNIC respondem por 64%. Europa, Oriente Médio e Ásia Central (RIPE NCC) respondem por 16% dos usuários de IPv6 e a taxa de suporte ao IPv6 é de 28%. Quanto à América do Sul e Caribe (LACNIC), estamos falando de 10,7% e 39% respectivamente. Por fim, no caso da África (AFRINIC), a base de usuários de IPv6 é de apenas 0,9%, com suporte geral a IPv6 em 4%. (O APNIC parece ter um erro de digitação em um de seus valores, já que a soma dos compartilhamentos de usuários do IPv6 é 101% – Ed.)

Líderes da APAC na adoção do IPv6

Segundo alguns especialistas da APNIC, no contexto da evolução da Internet, a transição para o IPv6 geralmente não é necessária e obrigatória, já que o uso generalizado do NAT permitirá que o IPv4 continue atendendo à demanda. Além disso, o uso de redes de distribuição de conteúdo (CDNs), bem como TLS e DNS para atender usuários, reduz completamente a importância de endereços IP específicos. No geral, a APNIC acredita que a Internet global provavelmente permanecerá dual-stack por muito tempo.

A organização assume que a penetração do IPv6 é linear e atualmente está em 34%. A introdução do 5G (e 6G no futuro) em muitos países levará ao crescimento do IPv6 no segmento móvel, o que nos permitirá manter uma dinâmica estável de expansão da compatibilidade com o novo protocolo em todo o mundo. Não faz muito tempo, surgiram informações sobre a estratégia do Vietnã, que prevê uma transição total para o IPv6 nos próximos anos, e a China decidiu no final de 2023 fornecer suporte ao IPv6 a todos os novos equipamentos SOHO.

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