O Google anunciou planos de instalar um novo cabo submarino, Firmina, que se estenderá da costa leste dos Estados Unidos até Las Toninas, na Argentina. Na parte sul, receberá ramais adicionais para Praia Grande (Brasil) e Punta del Este (Uruguai). O nome do cabo é uma homenagem à escritora e abolicionista brasileira do século 19 Maria Firmina dos Reis.
O cabo incluirá 12 pares de fibras (capacidade ainda não anunciada) e permitirá aos usuários sul-americanos acessar rapidamente os produtos do Google com baixa latência, incluindo buscas, Gmail, YouTube e Google Cloud. Este cabo será o 16º consecutivo, na construção em que o Google investiu.
O que torna o Firmina único é que ele será o cabo mais longo do mundo, capaz de operar com uma única fonte de energia em qualquer extremidade. Mesmo que uma das fontes fique temporariamente indisponível, a segunda poderá garantir a total operacionalidade do cabo, o que aumenta a estabilidade e confiabilidade da conexão. Isso é obtido fornecendo uma tensão mais alta (+ 20%) do que em soluções semelhantes.
Cabos comuns requerem amplificadores adicionais, que são instalados aproximadamente a cada 100 km. Para alimentá-los, é necessária alta tensão, fornecida a partir de estações costeiras. E se em distâncias curtas é possível organizar a alimentação de apenas uma extremidade, então com o aumento do comprimento do cabo e do número de fibras, isso se torna uma tarefa cada vez mais difícil.
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