As autoridades brasileiras ordenaram que a Apple permita que lojas de aplicativos de terceiros para iPhone operem no país por 90 dias. A empresa foi forçada anteriormente a fazer isso para usuários na Europa, onde o Digital Markets Act (DMA) entrou em vigor.
O juiz que emitiu a decisão observou que “a Apple já cumpriu requisitos semelhantes em outros países sem demonstrar um impacto significativo ou dano irreparável ao seu modelo econômico”. As autoridades brasileiras iniciaram uma investigação sobre a Apple com base em uma denúncia apresentada em 2022 pelo marketplace sul-americano Mercado Livre. Em novembro, a empresa recebeu 20 dias para permitir que os desenvolvedores oferecessem opções de pagamento alternativas em aplicativos e permitissem a instalação de software de fontes terceirizadas, mas a exigência foi retirada no início de dezembro.
A Apple pretende apelar da nova decisão do tribunal. “A Apple acredita em mercados dinâmicos e competitivos onde a inovação pode prosperar. Enfrentamos concorrência em todos os segmentos e jurisdições onde operamos, e a confiança dos nossos usuários é sempre importante para nós. “Estamos preocupados que as medidas temporárias propostas pelo [Conselho Administrativo de Defesa Econômica] CADE possam comprometer a privacidade e a segurança de nossos usuários, e pretendemos apelar da decisão”, disse o porta-voz da empresa Fred Sainz ao The Verge.
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