A empresa britânica Rolls-Royce apresentou os primeiros detalhes do seu microrreator de próxima geração, que combinará tecnologias inovadoras e um núcleo de urânio rodeado por múltiplas camadas protetoras. O desenvolvimento poderia mudar radicalmente a abordagem à produção de energia.
Fonte da imagem: Ralls-Royse
Segundo informações que a empresa disponibiliza em seu site, os microrreatores, assim como os pequenos reatores modulares (SMRs), utilizam tecnologias nucleares avançadas e fazem parte do “portfólio nuclear” da Rolls-Royce. No entanto, estes sistemas são projetados para tarefas diferentes.
Conforme relata Tweak Town, o microrreator Rolls-Royce será capaz de gerar de 1 a 10 MW de energia e, devido ao seu tamanho compacto, se tornará uma fonte de energia móvel. O sistema caberá em apenas alguns contêineres, então, na verdade, podemos falar de um gerador nuclear moderno e móvel. A empresa o compara a um pequeno reator modular que produz 0,5 GW de energia e opera em um local fixo do tamanho de dois campos de futebol.
Ressalta-se que o microrreator oferecerá uma alta densidade de potência que lhe permitirá atender de forma eficiente, flexível e sustentável a uma ampla gama de necessidades operacionais. Será capaz de fornecer eletricidade e calor sob demanda. Ao mesmo tempo, a principal vantagem é a sua escalabilidade, graças à qual a unidade pode ser facilmente transportada por via ferroviária, marítima e até mesmo enviada para o espaço, tornando-a uma fonte de energia universal e confiável. Utilizará combustível seguro e, dentro do núcleo, cada porção de urânio é cercada por diversas camadas protetoras, o que lhe permite resistir até mesmo às condições mais extremas.
A Rolls-Royce oferece quatro cenários de aplicação para o seu desenvolvimento: para defesa, para garantir a segurança energética em áreas civis remotas, para áreas industriais e no espaço. Qualquer um destes cenários pode ser “um ponto de viragem para a nossa civilização”, acredita a empresa.
O microrreator também poderia ser usado para data centers de inteligência artificial, que consomem quantidades inimagináveis de energia. As mesmas empresas de semicondutores, como TSMC e Intel, poderão utilizar o reator para resolver uma série de problemas associados ao fornecimento de eletricidade e água para equipamentos de refrigeração, o que, em geral, abre novas oportunidades para o desenvolvimento de tecnologia.
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