Ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a decisão da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) de revogar a regulamentação da era Obama que reconhecia os gases de efeito estufa como uma ameaça direta à saúde pública. Isso eliminou a base legal para a regulamentação das emissões de dióxido de carbono sob a Lei do Ar Limpo. O principal objetivo da revogação era acabar com as proibições de veículos com motor de combustão interna, mas a energia renovável também será afetada.
Fonte da imagem: Shealeah Craighead / Wikimedia Commons
Ao revogar a regulamentação, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) eliminou efetivamente sua base legal para regular as emissões de dióxido de carbono como poluente, de acordo com a Lei do Ar Limpo. Essa lei foi utilizada por quase duas décadas para controlar as emissões de CO2 e fornecer apoio federal à transição para energia limpa.
O principal alvo dessa revogação era a revisão dos padrões de emissões veiculares, mas ela terá implicações diretas para a energia solar e os sistemas de armazenamento de energia.
O governo Trump já havia tomado medidas para cortar o financiamento de energia limpa, incluindo US$ 7 bilhões do programa “Sunshine for All”. A decisão de reconhecer os gases de efeito estufa como seguros para a saúde também eliminará a base legal para diversas disposições da Lei de Redução da Inflação (IRA), particularmente aquelas relacionadas a subsídios para “redução da poluição”. Por exemplo, agora será difícil contestar judicialmente decisões que estendam a operação de usinas termelétricas a carvão, que antes eram consideradas responsáveis pela morte de dezenas de milhares de pessoas anualmente.
Se os gases de efeito estufa deixarem de ser considerados uma ameaça à saúde pública, os opositores aos subsídios à energia solar poderão argumentar que a Agência de Proteção Ambiental (EPA) não tem autoridade para priorizar fontes de energia de baixo carbono em detrimento dos combustíveis fósseis. A própria direção da EPA argumentou que a decisão de 2009 foi uma “ficção jurídica”, e as principais mudanças na política em relação à economia eA regulamentação do setor energético deve vir do Congresso.
O setor de energia solar já enfrentou uma série de mudanças legislativas e políticas sob a Lei One Big Beautiful Bill (OBBBA), que reduziu o prazo para créditos fiscais. Usinas eólicas e solares agora precisam estar operacionais até 5 de julho de 2026 para serem elegíveis aos créditos previstos nas Seções 45Y e 48E.
Grupos ambientalistas, liderados pelo Environmental Defense Fund (EDF), prometeram contestar a revogação na justiça. O presidente do EDF, Fred Krupp, afirmou que a decisão “coloca todos nós em perigo” e ignora as inovações possibilitadas pelos padrões de energia limpa. Especialistas do setor alertam que a medida pode aumentar a incerteza política, o que, por sua vez, reduzirá o investimento privado.
Espera-se que o Departamento de Justiça enfrente processos judiciais de grupos ambientalistas e procuradores-gerais estaduais. O mercado de energia solar nos EUA está passando por um período difícil, à medida que o governo muda seu foco para as indústrias de combustíveis fósseis.
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