Em entrevista ao The Washington Post, o designer de jogos japonês Hideo Kojima comentou sobre o potencial da IA generativa para aplicações criativas, em meio às críticas generalizadas ao seu anúncio com IA para a Prada.

Fonte da imagem: Prada
Para relembrar, no curta-metragem de IA “Satellites II”, o renomado desenvolvedor apareceu ao lado do diretor Nicolas Winding Refn como um viajante espacial a caminho de um evento da Prada.
Comentários surgiram criticando Refn, Kojima e a Prada por promoverem IA em tarefas criativas. “É triste ver criadores tão talentosos se rebaixarem a esse lixo de IA generativa”, lamentou um espectador.

Fonte da imagem: Prada
Aparentemente, o próprio Kojima estava entre os insatisfeitos com o vídeo. Em uma conversa recente com o The Washington Post, o designer de jogos declarou total desinteresse em usar IA em seu trabalho.
“A arte é a vida. Daqui a 50, 100 anos, não sei. Talvez a IA seja capaz de criar, mas enquanto eu estiver vivo, não acho que isso vá acontecer. Não me interessa. Encontraremos uma boa maneira de usar a tecnologia, e essa é a tarefa dos jovens”, afirmou Kojima.

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Kojima já admitiu que não tem interesse em criar jogos usando redes neurais, mas não descartou o potencial da IA para modificar controles ou “animar” NPCs.
O estúdio japonês de Kojima, Kojima Productions, está atualmente preparando o lançamento do misterioso jogo de terror OD e de um jogo de ação e espionagem de última geração com o codinome Physint.