A diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, falando em um podcast recente, afirmou que a empresa está considerando uma mudança fundamental em seu modelo de negócios, indo além das assinaturas fixas. Segundo a executiva, a OpenAI pode migrar para um modelo baseado em royalties no futuro, com pagamentos condicionados ao desempenho do cliente com o ChatGPT.
Friar citou o desenvolvimento de medicamentos como exemplo. Se uma empresa farmacêutica parceira usar a tecnologia da OpenAI para criar um medicamento inovador, a startup poderá receber royalties sobre as vendas desse medicamento. A diretora financeira enfatizou que a essência dessa abordagem é a convergência de interesses: a OpenAI lucrará quando seus clientes lucrarem.
Friar descreveu a estratégia atual da empresa com a metáfora de um cubo de Rubik, que possui aproximadamente 43 quintilhões de valores. Ela lembrou que a OpenAI inicialmente operava como uma única entidade, composta por um provedor de nuvem (Microsoft), um parceiro-chave de chips (Nvidia), um produto principal (ChatGPT) e — até recentemente — uma assinatura básica. Esse modelo era necessário para custear os recursos computacionais … Desde então, como relata o Business Insider em sua reportagem exclusiva, a estrutura de negócios da OpenAI tornou-se mais complexa. A empresa agora tem parcerias com diversos provedores de nuvem e fabricantes de chips. Sua linha de produtos expandiu-se além do ChatGPT para o consumidor final, incluindo o gerador de vídeos Sora, produtos corporativos, ofertas especializadas para determinados setores e plataformas de pesquisa. A monetização também evoluiu: além de uma assinatura única, surgiram diversos serviços.Planos com diferentes níveis de preços, um modelo de software como serviço (SaaS) e um sistema de pagamento baseado em créditos para tarefas que exigem muitos recursos.
Friar enfatizou que a principal limitação para todas essas estratégias continua sendo a capacidade computacional disponível. Segundo ela, a demanda pelos serviços da OpenAI não é limitada pela falta de interesse, mas sim pela falta de infraestrutura. É justamente isso que torna a expansão das fontes de receita não apenas possível, mas essencial para o cumprimento da missão da empresa.
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