Para se tornar inteligente, uma pessoa precisa de 20 anos e toneladas de comida: Altman comparou os custos energéticos da IA ​​e dos humanos.

O debate sobre qual consome mais energia — uma rede neural ou o cérebro humano — tomou um rumo inesperado. Sam Altman argumentou que uma comparação justa deve levar em conta não apenas a função cerebral, mas também milênios de evolução, bem como todas as calorias consumidas por uma pessoa antes de atingir a maturidade intelectual.

Fonte da imagem: OpenAI

O chefe da OpenAI discursou em um evento organizado pelo The Indian Express com uma declaração controversa sobre a eficiência energética da inteligência artificial. Durante uma sessão de perguntas e respostas de uma hora, conforme relatado pelo Tom’s Hardware, Altman respondeu às críticas sobre o alto consumo de energia das redes neurais. Ele expressou a injustiça de comparações diretas entre a energia gasta pelos modelos de IA para gerar respostas e o processo de pensamento do cérebro humano. Segundo o empresário, tais estimativas ignoram o enorme investimento inicial no desenvolvimento da inteligência humana.

Altman argumentou que o desenvolvimento da inteligência requer cerca de 20 anos de vida e o consumo de todos os alimentos ingeridos durante esse período. “As pessoas falam sobre quanta energia é necessária para treinar um modelo de IA… Mas treinar um ser humano também exige muita energia.” “São necessários cerca de 20 anos de vida e toda a comida que você ingere durante esse tempo para se tornar inteligente”, escreveu Altman na revista X.

Somente após passar por essa longa fase de manutenção biológica é que uma pessoa se torna capaz de atividades intelectuais complexas, afirma Altman. Ele também propôs incluir nesse cálculo a trajetória evolutiva de 100 bilhões de pessoas que lutaram pela sobrevivência e acumularam conhecimento científico. Se todos esses gastos de energia biológicos e históricos forem somados, os sistemas modernos de inteligência artificial já podem ser considerados comparáveis ​​ou até mais eficientes em termos de uso de recursos, concluiu.

Essa lógica provocou ceticismo entreDiversos observadores e especialistas do setor criticaram o conceito. Os críticos apontam que as tecnologias da OpenAI não surgiram do nada e são, elas próprias, produto da inteligência humana, baseando-se nas mesmas conquistas evolutivas e avanços históricos, como a criação dos primeiros computadores. Alguns comentaristas chegaram a ver sinais de desumanização nas palavras de Altman, ao reduzir os processos da infância, adolescência e aprendizagem a meros indicadores utilitários de energia. Apesar da retórica controversa, no mesmo discurso, Altman enfatizou a importância da transição para fontes de energia sustentáveis, a fim de garantir que as grandes empresas de tecnologia não precisem mais competir com a população por recursos limitados.

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